sábado, 30 de novembro de 2019

A história do Livre explicada às criancinhas (que votaram naquilo)



Alberto Gonçalves - OBSERVADOR


Sexta-feira não houve novidades sobre o menino Rui, a menina Joacine e o almocreve, o que não augura nada de bom, pelo menos no que toca ao divertimento do povo.

Era uma vez o Rui, um menino inteligente que repetia na internet as coisas inteligentes que o professor doutor Louçã dizia na televisão. De tanto repetir coisas inteligentes, o menino Rui ganhou um concurso do tipo “Quem Quer Ser Milionário?” ou “Preço Certo” e foi para Bruxelas, que é um lugar distante onde pessoas inteligentes como o menino Rui decidem coisas para melhorar as vidas de todos nós. Além de inteligente, o menino Rui é generoso, e deu um bocadinho do salário para ajudar outros meninos a serem tão inteligentes quanto ele. Por azar, um dia o menino Rui zangou-se com o professor doutor Louçã e deixou de ser sócio da associação a que ambos pertenciam. Porém, o menino Rui não quis desapontar os outros meninos e manteve o emprego e o salário.


Quando o emprego acabou, o menino Rui ficou aborrecido e inventou uma associação só dele para continuar a espalhar dinheiro e ser útil à humanidade. Desgraçadamente, os azares sucederam-se, e o menino Rui perdeu todos os concursos seguintes, e as respectivas estadias em Bruxelas, Lisboa ou até nos arredores de Torre de Moncorvo. Após vários concursos perdidos, a associação do menino Rui, que é o menino Rui,  lembrou-se de mandar aos concursos uma criatura que não fosse o menino Rui. Escolheram a menina Joacine, que é da Guiné e que, sempre que começa a falar, desata a fazer barulhos esquisitos, às vezes iguaizinhos aos de um helicóptero, às vezes parecidos com um modem de 1995. O primeiro resultado é que nunca ninguém ouviu o que ela quer dizer. O segundo resultado é que a estratégia funcionou em cheio, e a menina Joacine ganhou um concurso para ficar na Assembleia da República, que é um lugar onde pessoas inteligentes como o menino Rui decidem coisas para melhorar as vidas de todos nós. Não sei se a menina Joacine é inteligente porque não sei se imitar helicópteros é sinal de inteligência.
De qualquer maneira, burra é que a menina Joacine não é: logo no primeiro dia de trabalho, conseguiu um almocreve para lhe carregar a bolsa. Toda a gente se riu do saiote que o almocreve vestia, mas os senhores educados informaram o povo de que o saiote é moderno. Quando o meu vizinho Armando saiu à rua em pelota e de galochas, não houve quem explicasse à ambulância do INEM que o Armando estava apenas a seguir as tendências da moda. Por causa disso, o infeliz vive no Magalhães Lemos vai para seis meses.
Um só mês bastou para estragar a harmonia entre o menino Rui e a menina Joacine, e entre o almocreve da menina Joacine e a Terra em peso. A princípio, tudo corria bem. O menino Rui festejou aos gritos a vitória da menina Joacine, que arranjou uma hérnia de muito se baixar para abraçá-lo. A menina Joacine passeava jovialmente pelo parlamento, a denunciar o racismo do país que a elegeu deputada. E o almocreve visitava o programa da Cristina – ou do Goucha, um desses que o meu vizinho Armando via antes do internamento e continua a ver depois. De repente, a catástrofe.
A catástrofe começou com uma proposta do PCP para o parlamento criticar Israel. Dado que a associação do menino Rui é a favor dos gays, a menina Joacine tinha obviamente de defender a Palestina, que pega nos gays e os enfia na cadeia ou no cemitério. Ora a menina Joacine confundiu-se com tamanha clareza programática e fez uns telefonemas ao “grupo de contacto” (não estou a brincar: eles estão). Visto que não a atenderam, ou julgaram que a rede estava com cortes, a menina Joacine preferiu abster-se. O menino Rui ficou fulo com a menina Joacine. A menina Joacine ficou fula com o menino Rui. O almocreve vestiu um trapinho à pressa e sentou-se ao twitter.
Image result for joacine livreVamos por partes. O menino Rui, que é rancoroso, convenceu os amiguinhos dele a correr com a menina Joacine da associação. A menina Joacine, que é danada, jurou que não saía da associação nem do parlamento. De pirraça, entrou justamente no parlamento sem falar a uma jornalista que a maçava com questões. O almocreve, com traje indefinido, chamou um GNR para escoltar o sagrado recato da menina Joacine. De seguida, negou tudo e, para pôr água na fervura, afirmou que os jornalistas padecem de “desordens mentais” por culpa do “mercantilismo” ou assim. Não satisfeito, o almocreve, que não sabe escrever em português e era leitor de português, explicou que a “cultura de trabalho” da menina Joacine é “uma cultura de descanso, no sentido intelectual do termo.” No sentido intelectual do termo, o almocreve não regula bem. Algures no meio destes imbróglios, a menina Joacine falhou os prazos para entregar uma proposta de alteração da lei da nacionalidade, decerto porque cumpri-los colidia com a cultura do descanso.
Hoje, sexta-feira, não houve novidades sobre o menino Rui, a menina Joacine e o almocreve, o que não augura nada de bom, pelo menos no que toca ao divertimento do povo. Entretanto, um menino fundador da associação fundada pelo menino Rui anunciou que ia embora, notando que a decisão da saída, suponho que ao contrário da entrada, “não foi fácil nem leviana”. Um segundo menino fundador da associação fundada pelo menino Rui confessou sentir “vergonha” da “telenovela”. Eu não sinto vergonha: sinto falta. Mais, por favor.

Pobrezinhos mas honrados




Os portugueses estão entalados e têm de guardar para o Fisco tudo o que puderem. Tanto que António Costa é incapaz de garantir que vai finalmente baixar a carga fiscal que a troika impôs e que Vítor Gaspar e Mário Centeno agravaram muito para além do que lhes foi exigido.
 
Mário Ramires - jornal Sol

A vida tem destas coisas. Agora que é moda dizer que o pão faz mal à saúde é que as panificadoras nascem como cogumelos e passou a haver padarias por todo o lado.
Vá lá saber-se por que razão, as formigas até já conseguem nadar e não se afogam e também não assaltam os açucareiros nem vão ao açúcar como iam, como os pássaros deixaram de ir à fruta que amadurece nas árvores porque coberta de químicos e só serve para os consumidores de grandes superfícies e mercados - é bonita essa fruta de agora, mas só para os olhos comerem, porque de sabor e riqueza em vitaminas, e não só, já eram.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, como dizia (chamar-lhe cantar é como elogiar a voz de Abrunhosa ou a bateria de Rio) o agora surpreendentemente consensual José Mário Branco, radical de esquerda cujo culto parece ter chegado até a insuspeitos e assumidos liberais de direita.
Pois é, se havia máxima salazarista que irritava a esquerda, e, por isso, logo passava a ‘salazarenta’, era a que rezava tal qual a que faz título desta crónica.
E não é que, tão próximos do meio século volvido sobre a revolução de Abril e do 25 de Novembro redescoberto e ao fim de quatro anos da ‘geringonça’ que fez do PCP e do BE partidos do arco da governação em Portugal, é pela mão da esquerda que ela agora regressa?
É verdade. Ou melhor, pela mão do Governo de Costa, de um lado, e do Presidente Marcelo, do outro.
Sim, porque os portugueses estão entalados e têm de guardar para o Fisco tudo o que puderem.
Tanto que António Costa é incapaz de garantir que vai finalmente baixar a carga fiscal que a troika impôs e que Vítor Gaspar e Mário Centeno agravaram muito para além do que lhes foi exigido.
Vangloria-se, aliás, o ainda ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo de pela primeira vez na história da democracia portuguesa as receitas ultrapassarem as despesas do Estado. Não por força do crescimento da economia ou da produtividade dos portugueses, mas por via das ‘centénicas’ cativações e do saque aos contribuintes.
Tem topete, só pode ter topete!
Como é descarado o preço da luz portuguesa continuar no topo das tabelas europeias. Baixar o IVA da eletricidade? Há outras prioridades, afirma Costa, apontando para a Saúde.
Pois sim. Como diria o ministro Matos Fernandes, se quiserem baixar a fatura a pagar às elétricas, reduzam a potência contratada, apaguem as luzes e invistam em candeeiros a óleo ou em velas e troquem os ares condicionados e aquecedores pelas braseiras, daquelas que continuam a matar idosos no nosso cada vez mais desertificado interior.
Vão ver que a conta da luz baixa e ficam com dinheiro para gastar nas ‘black fridays’ que, diz o ministro do Ambiente enquanto o das Finanças esfrega as mãos, representam o «expoente máximo do capitalismo».
Pobrezinhos mas honrados, os consumidores portugueses sujeitam-se ao conselho ou exemplo candidamente apregoado pelo Presidente Marcelo: a família Rebelo de Sousa cumpre a tradição de se reunir no Natal, mas cada um só pode levar um presente de custo máximo de 10 euros.
Foi o próprio Presidente que o disse, na feira de solidariedade Rastrillo (na mesma FIL que albergou a Web Summit) e onde o professor, segundo os mesmos relatos noticiosos, aproveitou para fazer ‘as primeiras compras de Natal, como atoalhados, livros e um blusão para um dos netos’.
Enfim, ainda que um pouco confusos, ficámos a saber que Marcelo não vai dar de presente, pelo menos na família, nenhuma daquelas camisolas da senhora de Paddy Cosgrove que esgotaram logo às primeiras horas da Web Summit do nosso contentamento apesar de custarem uma módica quantia já muito próxima do salário médio dos portugueses.
Enquanto isso, ainda em novembro, já as ruas das cidades e vilas país fora se enchem de iluminações natalícias e há presépios para todos os gostos nas rotundas, nas praças, nos centros comerciais... e nas montras com decorações natalícias e com saldos e ‘black fridays’  e todos os outros dias de outras tantas cores.
Como cantava Zeca Afonso, o que faz falta é animar a malta. Pobrezinha mas honrada.

A NOVENA DA IMACULADA

Por: Costa Pereira Portugal, minha terra    



(Capela do Colombo-Lisboa)
Começa hoje, dia 29, a Novena da Imaculada. Uma antiga tradição da Igreja católica em honra de Nossa Senhora, mãe de Jesus, e nossa Mãe celestial. Em Portugal anda muito associada ao facto dos Reis de Portugal terem ofertado a Coroa a Nossa Senhora e dai avante nunca mais nenhum Rei a usou. Mas foi o Fundador do Opus Dei, São Josemaria Escrivà, 
quem veio imprimir no espírito dos seus filhos e filhas na Obra essa piedosa pratica que consiste em rezar e assistir a uma missa, se for numa igreja mariana tanto melhor. Que seja bem aproveitada se deseja.
E mais um pormenor: “Em 1954, quando o Papa Pio XII proclamou um ano mariano na Igreja universal para celebrar o centenário da definição dogmática da Imaculada Conceição, S. Josemaria recordou-nos então que o Opus Dei nasceu e se desenvolveu sob o manto de Nossa Senhora. Por isso são tantos os costumes marianos que impregnam a vida diária dos filhos de Deus nesta Obra de Deus”.

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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Aline Gallasch-Hall de Beuvink denuncia o crime soviético na Câmara de Lisboa


Aline Gallasch-Hall de Beuvink denuncia o crime soviético de Holodomor , também conhecido por "Grande Fome", que vitimou milhões de ucranianos entre 1923 e 1933, em plena Assembleia Municipal da Câmara de Lisboa!



O vídeo praticamente desconhecido, foi-nos enviado por colaborador. Infelizmente não o conseguimos reproduzir no blogue.
Mas pode visualizá-lo AQUI.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Manuela Morais prodígio da Natureza


MANUELA  MORAIS

Por BARROSO da FONTE


Manuela Morais é uma escritora Transmontana que lê, edita,apadrinha, divulga e produz prosa e poesia, desde menina e moça, numa espécie de missionação cultural que o destino lhe impôs. Licenciada em línguas e, desde cedo, comprometida com as artes e as letras de dois vultos da literatura e da pintura, que nos deixaram, como deixaram criação que baste para os eternizar, entendeu Manuela Morais, depois de tão marcante vivência cultural, gerir uma editora que prolongasse a obra desses dois talentos da diáspora, através da servidão a outros e aos próprios. Casada com o Fernão de Magalhães Gonçalves, o mais profundo estudioso investigador de Miguel Torga, acompanhou-o na peregrinação docente, como leitor de Português em Granada e em Tóquio.

Nesta enorme cidade oriental foi fulminado por um ataque fatal quando seguia na via pública, de braço dado com a sua musa. Perdeu a cultura Portuguesa um jovem e talentoso escritor que deixou uma boa dúzia de obras do melhor que se produziu na sua geração.
Manuela Morais, mulher culta, fadada para dar testemunho do seu herói de muitos anos, fundou a Tartaruga, com sede em Chaves e no Porto. Criou o Prémio Literário «Fernão de Magalhães Gonçalves» que anualmente atribuiu e que consistia em patrocinar integralmente a obra e o autor (a) que no seu entendimento o merecessem. Anos depois da morte do primeiro marido, casou com outro enorme artista que aliou a arte pictórica com o renascido amor que encontrou na musa Manuela Morais. Esta generosa mulher que viveu rodeada de beleza física, intelectual e moral, passou a fazer desta trilogia de nomes e de sentimentos as capas de Espiga Pinto, nome do segundo marido com o qual construiu mais uma etapa da sua existência. Para dar evidência ao princípio do «homem e as suas circunstância», mais uma cilada se interpôs com a morte  deste Artista Alentejano.
Manuela Morais, em prosa e em verso já editou um punhado de obras da sua lavra, todas com edições esgotadas porque quando o amor, a solidariedade e a convivência pacífica se entrelaçam, a vida manifesta-se pela palavra inspirada, pelo gesto fraterno e pela bondade que se encontra onde menos se espera.
Júlia Serra outra distinta docente que desde há muitos anos se tornou recensora de obras alheias e que veio substituir uma lacuna nacional, que credibilizava as revistas e suplementos literários que foram desaparecendo pela crise da imprensa nacional, acabou de escrever uma recensão sobre as «Árvores Encantadas» sobre o último livro de Manuela Morais.
Incapaz de sintetizar tão pormenorizada, objetiva e oportuna crítica, deixo aqui reproduzidos, da recensão de Júlia Serra que tempo caminhado [https://tempocaminhado.blogspot.com/2019/11/arvores-encantadas-de-manuela-morais.htmldivulgou dia 27 do corrente, sobre o último livro de Manuela Morais, a que chamou “Árvores Encantadas”.
É uma bela história de Amor que começa num jardim da cidade Invicta, num local concreto e que tem como principal encanto uma Magnólia branca. Este conto – caracterizado pelo seu começo: “Era uma vez”(p.9) - remete de imediato para um “jardim celestial”, fazendo lembrar: o Jardim Edénico ou o Jardim do Cânticos dos Cânticos, a Ilha dos Amores de Camões, o Jardim de Sophia de Mello Breyner, o Jardim de Amor de William Blake ou até mesmo o Jardim de Milton ou o Jardim Secreto de Baudelaire. Era um Jardim povoado de gnomos e pássaros, com uma Fonte, onde se respirava a alegria e o amor da família que o possuía. O seu príncipe guardião com um cavalo “da cor do ébano” mantinha rituais quotidianos neste lugar idílico: “À noite, antes das árvores e dos pássaros adormecerem, o Príncipe cavaleiro protector voltava…O Príncipe trancava o seu tesouro, o jardim, com as sete chaves…”(p.11). Deste local secreto e místico, o Príncipe voava e levando consigo a Magnólia personificada para lhe mostrar as mais belas paisagens de Portugal. Na garupa do seu cavalo, que ao longo da história se apresenta de várias cores, lá se empoleiravam ambos a sonhar e a usufruir da alegria da vida. Surgem paisagens deslumbrantes e recordações de Norte a Sul do país».
Depois desta viagem  pela imaginação da autora de «árvores encantadas» qualquer leitor enamorado pelo labirinto cósmico, fica com o irresistível desejo de ler todos os seus livros: «Três Rios abraçam o coração, 55 orações Marianas, a Tartaruga Sonhadora, Cântico ao Amor e, agora, árvores encantadas».
Neste seu mais recente livro a Autora reproduz, na primeira página de texto útil, quatro citações de louvor às árvores, à natureza, às plantas, às paisagens, ao aroma, às flores, às montanhas. É esse o seu mundo: da fauna, da flora e do amor. Essas quatro citações poéticas entrelaçam-se numa espécie de diálogo saudoso, romântico e misterioso.
«O jardim ou o bosque ou o rio qual /deles chegará primeiro da memória à vontade da/ saudade ao desejo das / mãos dadas a um beijo» escreveu Fernão de Magalhães Gonçalves, seu primeiro amor.
A esta alegoria corresponde a bem-amada musa:
« Fixo o olhar/ nas árvores plantadas,/ no deslumbramento da paisagem / recitando preces de alegria / a esta terra abençoada».
Os sortilégios da arte, sejam expressos em palavras, em traços e tintas ou em meros gorjeios de voz manifestam-se, habilidosamente, nesta obra da Manuela Morais, onde as metáforas são como estrelas brilhantes no firmamento de cada ser apaixonado.

É criminosa a decisão do Aeroporto no Montijo



Leiam com atenção este artigo do jornal SOL, porque a roubalheira continua de "vento em popa"!

A (ir)responsabilidade dos pais

Não faz sentido que em pleno século XXI um bebé morra de desnutrição no seio de uma família instruída.


Filipa Chasqueira - jornal SOL


Esta semana, no estado norte-americano da Florida, um bebé de 18 meses faleceu de subnutrição na sequência da alimentação vegan dada pelos pais. Infelizmente, não é caso único. Nos últimos anos houve casos semelhantes em vários pontos do mundo. E além destas situações com finais trágicos, há ainda registos cada vez mais frequentes de crianças que são assistidas, pela mesma razão, com raquitismo, deformações ósseas, atrasos motores e outras complicações graves decorrentes da dieta alimentar.
A culpa não é do veganismo em si – que pode ser um estilo de vida bastante saudável e com várias vantagens individuais, sociais e ambientais – mas da falta de informação oferecida ou procurada que muitas vezes leva a perigosos casos de negligência.
Image result for A irresponsabilidade dos paisTem sido controversa a questão de um estilo de vida vegan associado aos bebés, crianças e grávidas. Se alguns especialistas são perentórios em afirmar que este regime alimentar é desapropriado para um ser em desenvolvimento, outros defendem que pode ser oferecido se adequadamente planeado e ajustado às várias etapas do desenvolvimento, quando associado a suplementos necessários que não se encontram presentes nestes alimentos.
Acontece que há países como a Austrália onde não há um acompanhamento pediátrico como o conhecemos – as crianças só vão ao médico quando estão doentes – e mesmo onde ele existe acredito que nem sempre haja informação suficiente para auxiliar estes pais.
Cada um é livre de escolher o estilo de vida que bem entende – do mais saudável ao mais doentio – mas quando a responsabilidade deixa de ser só em relação a nós próprios, para recair sobre um menor ao nosso cuidado, indefeso, temos de ter em conta outros parâmetros. Se está em causa a saúde, temos de procurar e reunir toda a informação e decidir conscientemente, distanciados de crenças e ideologias. E não falo só da alimentação, mas de tudo o que pode pôr em risco a vida de um filho, começando por um parto mal assistido, a falta de vacinação ou o recurso à naturopatia.
Como pode, por exemplo, alguém que foi vacinado em criança, decidir que o seu filho não o será e deixá-lo à sorte de doenças graves como a tuberculose? Como estaria o mundo se não houvesse vacinas?
É cada vez mais importante defender e praticar um estilo de vida saudável numa altura em que estamos constantemente em contacto com substâncias nocivas, presentes até num simples talão de supermercado ou num papel reciclado. Mas não o podemos fazer cegamente sem pesar todas as consequências. Não faz sentido que em pleno século XXI um bebé morra de desnutrição no seio de uma família instruída, ou que uma criança morra de sarampo num país desenvolvido ou que não se procure a cura para uma doença grave na medicina moderna se esta lhe der uma resposta adequada.
É caso para perguntar: fará sentido pôr em causa a sobrevivência de um ser humano em defesa de um estilo de vida saudável?

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Novos Estatutos da CTMAD e Regulamento Eleitoral! - CTMAD

Novos Estatutos da CTMAD e Regulamento Eleitoral!

Cara(o) Consócia(o),

A Direção da CTMAD após a Assembleia-Geral Extraordinária do dia 14 de 
Novembro de 2019 procede ao envio dos Novos Estatutos da CTMAD, bem 
como, do Regulamento Eleitoral, devidamente ratificados, discutidos e 
aprovados na referida Assembleia-Geral.
Por outro lado, agradece o empenho, dedicação e zelo da Comissão 
constituída para o efeito, nomeadamente, do Dr. Jorge dos Santos, 
Professor Doutor Jorge Valadares, Dra. Isabel Cerqueira, António Amaro 
e Coronel Antão.
Além disso, informa-se que a Comissão Eleitoral para o triénio de 
2020-2022 será presidida pelo Professor Doutor Jorge Valadares, e 
secretariada por António Amaro e Serafim Sousa, membros convidados 
pela Mesa da Assembleia-Geral.
Para terminar, informa-se que as eleições para os Órgãos Sociais da 
CTMAD, triénio 2020-2022, terão lugar durante o mês de Janeiro de 
2020, de acordo com os Novos Estatutos e Regulamento Eleitoral.
A Entrega de listas será até dia 10 de Janeiro de 2020. o Dia das 
Eleições será marcado até 31 de Dezembro de 2019 pela Comissão 
Eleitoral.
O novo Regulamento Eleitoral simplifica o Processo Eleitoral para que 
vossa haver mais listas candidatas aos Órgãos Sociais da Nossa Casa.
Consulte os Documentos em questão e participe na vida da nossa Casa!



Saudações Transmontanas e Alto Durienses,
           A Direção da CTMAD
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tel: 217939311 Tlm: 916824293
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa

“ÁRVORES ENCANTADAS” de Manuela Morais


Sobre “ÁRVORES ENCANTADAS” de Manuela Morais

Image result for árvores encantadas, manuela moraisA obra “Árvores Encantadas” é uma bela história de Amor que começa num jardim da cidade Invicta, num local concreto e que tem como principal encanto uma Magnólia branca. Este conto – caracterizado pelo seu começo: “Era uma vez”(p.9) - remete de imediato para um “jardim celestial”, fazendo lembrar: o Jardim Edénico ou o Jardim do Cânticos dos Cânticos, a Ilha dos Amores de Camões, o Jardim de Sophia de Mello Breyner, o Jardim de Amor de William Blake ou até mesmo o Jardim de Milton ou o Jardim Secreto de Baudelaire. Era um Jardim povoado de gnomos e pássaros, com uma Fonte, onde se respirava a alegria e o amor da família que o possuía.O seu príncipe guardião com um cavalo “da cor do ébano” mantinha rituais quotidianos neste lugar idílico: “À noite, antes das árvores e dos pássaros adormecerem, o Príncipe cavaleiro protector voltava…O Príncipe trancava o seu tesouro, o jardim, com as sete chaves…”(p.11). Deste local secreto e místico, o Príncipe voava e levando consigo a Magnólia personificada para lhe mostrar as mais belas paisagens de Portugal. Na garupa do seu cavalo, que ao longo da história se apresenta de várias cores, lá se empoleiravam ambos a sonhar e a usufruir da alegria da vida. Surgem paisagens deslumbrantes e recordações de Norte a Sul do país.
Depois da Magnólia branca, por associação de ideias, a narradora evoca as suas irmãs de cor diferente e as suas origens “Certo dia, as irmãs Magnólia viajaram para o Extremo Oriente para conhecerem a sua família ancestral” (p.14) e chegaram até à cidade de “Seoul, na Corei do Sul”(p.14).Em Portugal, as magnólias existem em jardins públicos e privados e são motivo de admiração dos transeuntes.
Para uma melhor compreensaõ da leitura, A Magnólia contituirá o primeiro capítulo do conto, ao qual se juntam mais quatro -O Pinheiro, A Oliveira, O Castanheiro e a Amendoeira – totalizando cinco capítulos, através de árvores diferentes.É, portanto, um conto com o maravilhoso e o fantástico característico dos contos juvenis, mas portador de uma mensagem mais profunda e hermética no despertar a Consciência Cósmica. São páginas de magia e de imaginação que transportam, através da memória, o leitor para mundos insondáveis do conhecimento e fabricam uma teia de cumplicidade com a narradora.Cada um destes capítulos da história de Amor contém um belo poema à árvore em destaque, recheando a prosa e o discurso de poesia. Para além deste hibridismo, a estratégia discursiva anunciada no primeiro capítulo e que dá azo à transformação da árvore em pessoa é um dos ingredientes mais ricos e hábeis invejado por qualquer escritor, conferindo, assim, um estatuto mais elevado ao poder da palavra e à diegese. Esta abordagem centrada na metáfora da árvore remete para uma reflexão profunda sobre os valores efémeros da vida na terra e o fluir temporal alicerçado no jogo passado/presente. Aqui, é o poder da memória que regasta o passado e recria, no presente, os encontros/desencontros do caminho da vida protagonizados pelo Princípe e pela Magnólia. Os vários locais visitados por ambos, no seu cavalo alado, são testemunho do Amor e da Paz de um passado, estampado no Jardim de outrora, hoje “Jardim perdido” , uma mera reminiscência como Proust escreveu: “ Les vrais paradis sont les paradis qu’on a perdus”. O Jardim e as Árvores, situados num plano de horizontalidade, apontam para um plano mais elevado e vertical – o Céu- consubstanciando nesta imagem uma força mítica e verdadeira, provocando outras reflexões pra além da leitura linear, normalmente simples, própria de um conto juvenil Esta caracterrística, acrescida de outras já indicadas, pressupõe que ao espírito criativo se juntaram os elementos essenciais conjugados em Yin e Yang, Masculino e Feminino. Estas e outras alusões combinam com o Desenvolvimento da “Teoria das Cordas” que a narradora expõe na pág. 24:”A Teoria das Cordas tenta reconciliar a relatividade geral com a teoria quântica, substituindo as partículas por minúsculas cordas vibratórias, desenvolvendo um holograma no limiar da inflação eterna”.
A terminar esta bela obra, que considero uma verdadeira alegoria, a autora escreveu: Este livro começou por ser meu e, a partir de agora, é teu”.
Obrigada, amiga Manuela, por esta dádiva maravilhosa.
                                                                                                                          Júlia Serra

Itinerários Durienses Contemporâneos


Podia ter sido


CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Angola, um destino inacreditável!

Inacreditável! 
Como foi possível os sábios do mundo deixarem que uma dinastia de corruptos pudesse fazer isto a um país tão rico durante 45 anos?
Claro, os muitos pagaram, na miséria, o luxo de poucos. Siga-se a lista destes cavalheiros neste site: http://tempocaminhado.blogspot.com/2019/04/lista-dos-milionarios-angolanos.html