quinta-feira, 31 de outubro de 2019

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CALVÃO da SILVA


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AYAHUASCA - Da serpente ao jaguar





Olá! Descubra a medicina das plantas-mestras da Amazónia com o novo livro do jornalista científico suíço Yves Duc, Ayahuasca - Da Serpente ao Jaguar: Uma Educação Xamânica Amazónica!
Convidamo-lo também para o lançamento do livro, que terá lugar em Lisboa na próxima semana, 8 Novembro (Sexta-feira) às 21h no espaço da Espiral, Estefânia (Praça Ilha do Faial, 14-A). A sessão contará com a presença do autor, da terapeuta e tradutora Nathalie Durel e do editor da Zéfiro, Alexandre Gabriel. Contamos com a sua presença.
Veja mais abaixo a nossa promoção de livros sobre Xamanismo, exclusiva para os assinantes da newsletter. Relembramos também que termina já neste Domingo a promoção dos Mitos e Lendas Nórdicas e a 10 de Novembro a dos Mitos GregosO Triunfo dos Deuses e outras Histórias e Perseu e outros Heróis. Se quiser colocar o seu pedido directamente via chat/email ou tiver alguma questão contacte-nos. Estamos cá para ajudar!
Desejamos-lhe o resto de uma excelente semana, entre brumas e entre-os-mundos...

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

CURDOS

CURDOS - em busca de um lar...

Francisco Bethencourt
Público

A recente operação militar norte-americana contra Abu Bakr al-Baghdadi é uma operação de diversão face ao protesto pelo abandono dos aliados curdos. Este ato coloca os Estados Unidos ao mesmo nível dos islamistas.

Porque é que os curdos são um excelente estudo de caso de política internacional? Em primeiro lugar, por serem uma das maiores minorias étnicas no mundo sem Estado. São cerca de 30 milhões, metade vive no sueste da Turquia, o resto no Iraque, Irão, Síria e Arménia, mais a emigração, sobretudo para a Alemanha. A maioria pertence à escola Shafi'i do Islão sunita, mas existem xiitas, alevitas e crentes de outras religiões. Em segundo lugar, por terem uma enorme tradição histórica, com língua própria indo-europeia, tendo migrado para a região atual desde o segundo milénio a.C. e sendo identificados como curdos desde o século VII com a islamização. An-Nasir Salah ad-Din Yusuf ibn Ayyub (1137-1193), conhecido no Ocidente como Saladino, era curdo, derrotou os cruzados e criou a dinastia Ayyubid que se estendeu da Síria e do Egito ao Iémen e norte de África. Em terceiro lugar, por terem sido o maior opositor ao Estado Islâmico na recente (e não concluída) guerra do Médio Oriente, tendo criado regiões de estatuto autónomo no norte do Iraque e da Síria. Em quarto lugar, por terem sofrido uma enorme evolução política, social e cultural no último século.
Os curdos tinham uma vida tradicional nómada baseada na pastorícia, complementada pela produção de tapeçaria. No século XIX verificou-se a sedentarização parcial da sua população, enquanto a implosão do império otomano perante a expansão russa e a difusão dos nacionalismos nos Balcãs e no Médio Oriente tornou crítica a coexistência com os turcos, que os queriam assimilar, ao mesmo tempo que os manipulavam contra as minorias cristãs da Anatólia. Curdos nómadas foram utilizados pelos turcos no genocídio dos arménios em 1915. Nos anos de 1920, a luta curda pela autonomia, expressa por diversas revoltas na Turquia, estava ligada à recusa da extinção do califado e da criação da república por Kamal Ataturk. Com o tempo, a posição política dos curdos tornou-se volátil, variando em função das condições locais.
A exclusão dos curdos da definição de fronteiras no Médio Oriente depois da I Guerra Mundial alargou a revolta a outros países, particularmente ao Iraque nos anos de 1930. Esse mesmo país registou alguma abertura em 1974 nas regiões do norte ocupadas pelos curdos. Em 1946, no Irão, a tentativa de criação de um enclave no Mahabad, com o apoio da União Soviética, falhou rotundamente, embora em 1961 tenham obtido alguma autonomia na região de Khorasan. Depois da revolução islâmica verificaram-se novas tentativas de aproveitar a rutura política, sem consequências.
O projeto político curdo foi renovado com a guerra Iraque-Irão de 1980-1988 e, sobretudo, com a primeira guerra do Golfo de 1991. Teve como resposta a política de genocídio lançada por Saddam Hussein, suscitando a proteção aérea das áreas curdas pelos Estados Unidos. Os curdos na altura tiveram melhor sorte que a maioria xiita, alvo de sucessivos ataques pelo governo de Saddam Hussein, baseado na minoria sunita. Ainda hoje se fazem sentir as consequências desse conflito confessional histórico, que justifica o apoio do Irão xiita ao governo atual do Iraque, baseado na maioria xiita, à Síria, cujo governo é apoiado pela minoria alauita (com ligação aos xiitas) e à milícia libanesa Hezbollah, apoiada pela forte minoria xiita do país (40% da população), com presença na guerra civil síria ao lado do governo.
Foi com a invasão norte-americana em 2003 que os curdos passaram a beneficiar de autonomia no norte do Iraque. A revolta contra o governo sírio em 2011 e a expansão do Estado Islâmico, tanto na Síria como no Iraque, criou uma maior visibilidade dos curdos, dada a sua capacidade de resistência militar ao Islamismo, contrária aos exércitos regulares dos dois países que se afundaram. Criaram enormes regiões autónomas no norte da Síria e no norte do Iraque. A recente invasão turca resulta justamente deste novo dado político e da oposição tradicional curda na Anatólia.
Em todos os países com minoria curda verifica-se uma forte pressão política de assimilação. A solidariedade étnica entre curdos esconde uma grande diversidade política interna. Na Turquia registaram-se algumas concessões em 1993, no seguimento da política de resistência do Partido dos Trabalhadores Curdos, fundado em 1984 por Abdullah Öcalan. Este partido, inicialmente marxista-leninista, envolvido em luta armada, sofreu uma enorme evolução que é interessante acompanhar.
Abdullah Öcalan, preso em 1999 em Nairobi pelos serviços secretos turcos com o auxílio da CIA, sobreviveu à pena de morte pois a Turquia queria aceder à União Europeia. As leituras na prisão levaram a uma profunda revisão das suas ideias, agora moldadas por um ideal socialista libertário, baseado em comunas popularmente eleitas, inspirado pela obra do norte-americano Murray Bookchin, A ecologia da liberdade (1982). O modelo político descentralizado, de democracia direta, designado como confederalismo democrático, funciona em rede. Não existe propriedade coletiva ou privada, apenas uma gestão comunal com uso privado da propriedade. A organização social promove a igualdade entre homens e mulheres, uma visão ecológica da relação com a natureza, a tolerância pluralista em matéria de religião, política e cultura.
A presença de mulheres entre as milícias curdas no norte da Síria reflete a introdução na região do novo ideário político na experiência aberta a outras etnias e forças políticas que constituem as Forças Sírias Democráticas. É em parte o impacto desta experiência, que está nos antípodas da tradição autoritária do Médio Oriente, que levou à recente invasão turca do norte da Síria, apoiada por milícias de refugiados sírios influenciados pelo Islamismo e treinados na Turquia. Nos primeiros dias da invasão turca, a líder curda Hevrin Khalaf, de 35 anos, secretária-geral do Partido Futuro da Síria, foi procurada e executada por essas milícias.
A recente operação militar norte-americana contra Abu Bakr al-Baghdadi é apresentada por Trump como um ato de justiça contra as atrocidades do Estado Islâmico. Trata-se de uma operação de diversão face ao protesto pelo abandono dos aliados curdos. Este ato coloca os Estados Unidos ao mesmo nível dos islamistas. Não terá qualquer impacto no terreno, como a execução de Osama bin Laden não teve qualquer efeito na situação do Afeganistão. Aliás, a devastação provocada pelas intervenções militares norte-americanas tem sido o melhor contributo para a expansão do Islamismo. É evidente que essas intervenções não têm nada a ver com direitos humanos mas com interesses próprios, patentes no recente reagrupamento na Síria para ‘proteção’ de poços de petróleo. Extremamente difícil será a reconstrução desses países devastados por guerras civis prolongadas pela intervenção de norte-americanos, russos, iranianos e turcos. A procura de um caminho próprio e democrático pelos curdos poderá influenciar outras populações, que têm que aprender a contar com as suas próprias forças.
O autor escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

ADSE, mais um caso da sina corrupta do país...

Hoje seleccionámos estas três capas de jornais nacionais. O destaque vai para o prejuízo da ADSE. Um país corrupto e onde reina o nepotismo dá nisto. Num país decente o regime já tinha dado de si, no Portugalinho corrupto, a coisa vai andando, andando, e vai passando. São décadas a remendar aqui e ali, com o povo comum a pagar o prejuízo, e uma pequeníssima oligarquia corrupta, à qual nada acontece, a viver "à grande e à francesa", a comandar os destinos (corruptos) do país. Triste sina! 







FESTA DA CASTANHA - CTMAD - LISBOA

Cara(o) Consócia(o)


Em parceria com a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica, a CTMAD vai realizar a festa do Magusto/Festa da Castanha 2019, nos dias 09 e10 de Novembro perto do Centro Comercial Fonte Nova e em frente ao Califa!

Contamos com a Vossa Presença!
Divulgue!
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Participe!

A Direção da CTMAD
Saudações transmontanas,
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Tel: 217939311 Tlm: 916824293

Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.

1000-081 Lisboa

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Casa velha



Casa Velha é um romance de Machado de Assis, publicado em folhetins na revista carioca A Estação, de Janeiro de 1885 a Fevereiro de 1886.
A primeira edição saiu em livro somente em 1943, graças aos esforços da crítica literária Lúcia Miguel Pereira. A edição contou com introdução crítica da estudiosa e ilustrações de Santa Rosa.
Com o objectivo de escrever um livro sobre a história do Primeiro Reinado, um cônego procura conhecer uma casa onde morou um ex-ministro, na qual havia papéis que o ajudariam na sua pesquisa.
Durante esta pesquisa, tornou-se grande amigo da família, ficando íntimo da mesma. Vislumbra na amizade de Félix - filho da dona da casa, D. Antônia - e Lalau - uma possível paixão. Lalau era de condição social inferior, por essa razão uma ligação impossível.
Uma descrição realista onde Machado de Assis retrata a hipocrisia das classes burguesas e critica os costumes da época.
Machado de Assis é hoje considerado um dos maiores nomes da Literatura brasileira e considerado um escritor genial, colocado ao lado de aurores como Camões e Shakespeare.

Quantos anos tem Portugal?



Imagine-se, caro leitor, a participar num teste de conhecimento em que lhe colocam esta pergunta acompanhada das seguintes 4 possíveis respostas, 840, 876, 880 ou 891 e lhe dizem que apenas uma está correta. Qual seria a sua resposta?

Em princípio, para responder corretamente teria de saber em que data nasceu Portugal. E o leitor certamente não terá a resposta na ponta da língua porque em Portugal tudo é polémico, mesmo a data do seu próprio nascimento!
Como vimaranense, eu bloquearia de imediato a hipótese 891, sem usar "joker", porque não conheço outra razão capaz de justificar a frase lapidar inscrita na torre da alfândega, que diz "AQUI NASCEU PORTUGAL", que não seja o facto histórico de Guimarães ter sido o palco da Batalha de S. Mamede, ocorrida no dia 24 de Junho de 1128. Por esta razão, afirmaria com toda a convicção que Portugal completou 891 anos no dia 24 de Junho do corrente ano (2019-1128=891).
E esta data é polémica, porquê? Porque alguns historiadores consideram exagerado dizer-se que Portugal nasceu com a Batalha de S. Mamede, argumentando que neste dia apenas se deu a substituição do governante do Condado. Preferem eleger para a génese de Portugal outros factos históricos ocorridos na vida de D. Afonso Henriques, como a Batalha de Ourique (1139), o Tratado de Zamora (1143) ou a Bula "Manifestis Probatum" (1179).
É inequívoco que o processo de independência de Portugal se iniciou quando D. Afonso Henriques assumiu o governo do Condado Portucalense em consequência da vitória sobre os partidários da mãe na Batalha de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128 e terminou com a confirmação e reconhecimento por parte do Papa Alexandre III em 1179, através da bula Manifestis Probatum.
Durante este período de 51 anos, houve outros episódios que contribuíram para a consolidação da política de independência, como por exemplo o Tratado de Tui (4 de Junho de 1137), a Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139), o Torneio de Valdevez (primavera de 1141), o Tratado de Zamora (5 de Outubro de 1143) e a Bula Devotionem Tuam do Papa Lúcio II (1 de Maio de 1144).
A verdade, porém, é que o dia 24 de Junho de 1128 foi o dia mais importante em todo o processo da Fundação de Portugal. A batalha de S. Mamede é a verdadeira certidão de nascimento de Portugal! O grande historiador José Mattoso refere-se a ela como a PRIMEIRA TARDE PORTUGUESA e o pintor Acácio Lino representou-a com este mesmo título, numa pintura mural de 1922, no Palácio de S. Bento.
 Com efeito, a partir da Batalha de S. Mamede D. Afonso Henriques entrou no governo do território do Condado Portucalense com o propósito firme e determinado de assegurar a sua autonomia face ao reino de Leão, onde reinava seu primo Afonso VII, e de romper os vínculos de vassalagem que o território mantinha com ele. Este foi o caminho por si preconizado quando em 1125, com apenas 14 anos de idade, se armou a si próprio cavaleiro, conforme o uso e costumes dos réis, afirmando com este ato a sua legítima pretensão de tomar o governo do Condado Portucalense e de o transformar em reino.
De resto, esta intenção já existia na mente de seu pai, o Conde D. Henrique, enquanto governante do Condado Portucalense. E sua mãe, Dona Teresa, que tomou o poder à morte do marido, já em 1121 se auto-intitulou Rainha. E se não fossem os conflitos que ela provocou com o clero e os fidalgos portucalenses ao afastá-los da gestão dos negócios públicos por troca com forasteiros galegos, certamente não se teria registado a insurreição do filho. E se não houvesse a batalha de S. Mamede, este território a que hoje chamamos Portugal não existiria com esta geografia, com este honroso nome e com a gloriosa história que Luís Vaz de Camões cantou de forma sublime!
A destituição de sua mãe como governante do Condado Portucalense sem o assentimento e contra a vontade do Imperador Afonso VII, foi a primeira afronta - e a mais gravosa - que D. Afonso Henriques infligiu a seu primo e constituiu o primeiro ato do processo de rutura com a suserania de Leão sobre o território portucalense. Hoje em dia esta atitude seria classificada como um "golpe de estado".
É certo que D. Afonso Henriques não se auto-proclamou Rei após a Batalha de S. Mamede. Mas também é verdade que não se deixou tratar por Conde e assim não assumiu um estatuto de submissão ao Rei de Leão. Foi tratado de infante e de príncipe, para se colocar na rota de ascensão à realeza.
Nenhum dos restantes factos históricos acima referidos, ocorridos durante o reinado de D. Afonso Henriques, foi mais importante que a Batalha de S. Mamede para a consolidação da independência de Portugal. Este foi, de facto, o primeiro ato do processo de rutura com a suserania de Leão sobre o território portucalense. O combate em Ourique foi muito importante para o alargamento do território, mas teve como adversários 5 réis mouros que não exerciam suserania sobre o território do então Condado. Em Arcos de Valdevez o confronto com Afonso VII não passou de uma represália que este levou a cabo em consequência dos sucessivos ataques que D. Afonso Henriques lhe fazia na Galiza. Os tratados de Tui e Zamora foram acordos de paz entre ambos, em consequência de ataques perpetrados por D. Afonso Henriques a castelos e terras sob protetorado do monarca leonês. As duas bulas papais inscrevem-se no processo diplomático que D. Afonso Henriques implementou, através da primazia dos arcebispos de Braga, no sentido de conseguir que o Papa lhe aceitasse vassalagem direta, para assim afastar de vez, no plano internacional, a vassalagem a Leão que sempre recusou.
Se a Batalha de S. Mamede não é o dia de nascimento de Portugal, a frase AQUI NASCEU PORTUGAL inscrita na torre da alfândega em Guimarães constitui uma pura fantasia! Para afastar a polémica a este respeito, Guimarães deveria completar a frase com as circunstâncias de tempo e lugar. E assim, a ação de nascer (com o verbo no pretérito) do sujeito (Portugal), seria afirmada com a circunstância de lugar (aqui, Guimarães) e aprimorada com a de tempo (em 1128), resultando "AQUI NASCEU PORTUGAL EM 1128". Com esta ligeira adenda os portugueses passariam a responder com mais facilidade e corretamente à pergunta colocada em título.
                                                                                                
                                                               Pel 'a  Grã Ordem Afonsina

                                                               Florentino Cardoso

"Travessia" com Casa cheia...


Ontem dia 25 de Outubro teve lugar o lançamento do livro TRAVESSIA do poeta João de Deus Rodrigues, apresentado pelo Eng. Coronel Jorge Golias e abrilhantado pela leitura de alguns poemas pela tertúlia transmontana. Este lançamento que teve lugar na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa teve ainda a colaboração do José Augusto Coelho do grupo Maranus, teve casa cheia.