quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Costa, Catarina e Jerónimo coram de vergonha com relatório sobre SNS


 

EXPRESSO.PT                      Opinião de Duarte Marques



Os últimos dias deste mandato têm permitido confirmar que alguns dos anúncios feitos pelo Governo e pela propaganda da Geringonça são afinal um flop, tiveram resultados inversos aos prometidos e não passaram de um verdadeiro fracasso.
Depois do aumento da dívida pública, ficámos ontem a saber que a nova estratégia para o mercado de arrendamento é uma fanfarronice pegada – em 2 meses teve 20 aderentes – que o notável programa de regresso de emigrantes teve 60 aderentes e que não param de sair médicos e enfermeiros do país. Se a situação atual do SNS já envergonha a memória de António Arnaut, os dados da saúde que ontem ficámos a conhecer ultrapassam todos os limites do razoável: apesar da narrativa contra o privado, o recurso do SNS a cirurgias nos hospitais privados cresceu afinal 96% em 2018… por atraso nos serviços públicos. Como já vem sendo hábito, o Governo age de forma contrária à que apregoa.
Este caso particular do SNS não foi uma opção política, mas sim a consequência inequívoca de uma gestão incompetente e hipócrita, pois só assim se explica que sejam obtidos resultados contrários aos previstos. Se nos recordarmos também foi assim com o cenário macroeconómico de Centeno, segundo o qual a reposição dos rendimentos levaria ao crescimento da economia, mas afinal foram as exportações estimuladas no período de governação PSD/CDS que continuaram a alavancar o crescimento económico.
Depois das acusações e da lama atirada para cima do Governo PSD/CDS, sem esquecer as suspeitas levantadas sobre o sector privado da saúde, António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa e seus fiéis seguidores cobriram-se de ridículo com os resultados do Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas, relativo a 2018, que ontem foi tornado público.
A ação direta deste Governo - sobretudo graças às alterações laborais das 35 horas e aos cortes feitos nos hospitais que contaram com o apoio do PS, PCP e BE – prejudicou gravemente os cuidados de saúde dos portugueses:
- o envio de doentes do SNS para o privado cresceu 96%;
- em final de 2018, 245 mil portugueses aguardavam a marcação de cirurgia;
- apenas 42,7% dos doentes foram atendidos dentro do tempo máximo de resposta;
- apesar do aumento da lista de espera para cirurgias de cancro (51.888) o número de operações efetuadas caiu em 2018;
- há 30% de doentes à espera de cirurgia cujo prazo de segurança foi ultrapassado;
Nunca o número de cirurgias no privado foi tão alto, não por opção política, mas como consequência legal do falhanço do SNS coartado nas suas funções pelo garrote escondido de Mário Centeno e António Costa.
Custa a acreditar que o Governo que mais quis cortar no recurso ao sector privado e aos médicos tarefeiros seja precisamente aquele que mais aumentou a dependência do SNS do sector privado e mais recorreu precisamente a médicos tarefeiros. Isto não é mais do que incompetência e falta de noção da realidade.
Mais uma vez, sempre que se escalpelizam as políticas e não se “come apenas a palha” dada pelo Governo percebe-se facilmente que muita coisa “não é bem como nos contam”.
Este Governo não tem políticas, tem apenas respostas a agendas mediáticas. É tempo de mudar de vida, de mudar de políticas, de deixar de viver dos resultados do passado e começar a reformar o país, pois os tempos que aí vêm não anunciam nada de bom.

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