sábado, 31 de agosto de 2019

A Lotaria - «Ventos de Guerra»

~~~ A Lotaria ~~~*
O medo é tão certo aqui
Como o calor no Verão.
E a morte, como já vi, 
Nunca perde a ocasião.
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Morrer aqui é tão certo
Como faminto ter fome,
Haver sol no do deserto,
E deserdados sem nome.
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Nesta terra de encantos
Onde o sol tem mais calor
Entre sorrisos e prantos
Bebem-se lágrimas de dor.
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Vamos ao sabor do vento,
Como folhas ressequidas,
Cientes que num momento
A dama nos rouba a vida.
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Vinda de leste, sul, norte,
Na bolanha, ou na picada,
Pode aparecer-nos a morte,
Com uma luxúria danada!
Uma subtileza de felino,
Olhos de um brilho tão forte
Que atraem os meninos
P’ra uma dança de morte.
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Eles meninos inocentes
Que nem rodopiar sabiam,
Viram-se, assim, de repente
Num baile onde morriam.
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Como um audaz ladrão
Agindo pela calada,
Aproveita a escuridão
Para deferir a ‘stocada.
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Numa mina escondida,
Camuflada na picada,
De uma bala perdida,
Ou estilhaços de granada.
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Por má sorte, ou só azar,
Ou qualquer outra razão
Noivas ficaram por casar,
Mil mães rezaram em vão.
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Fosse de noite ou de dia,
Na mata, ou por acidente,
Naquela maldita lotaria
A morte ganhava sempre.
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do Livro «Ventos de Guerra» Guiné 69/71

A TRINCHEIRA



Image result for vasco pulido valenteVasco Pulido Valente

Público, 31 de Agosto de 2013

No Verão de 2011, quando já a troika tinha passado por cá e Passos Coelho se instalara no Governo, escrevi nesta coluna que a reforma do Estado seria impossível, ou quase impossível, apesar da perseverança e das convicções que a nova direita proclamava. Por uma razão simples. Desde o "25 de Abril" que se criara, directa ou indirectamente, uma classe média que vivia do Estado e que não se deixaria eliminar em sossego. Na administração central e na administração local centenas de milhares de portugueses, com alguma educação e uma certa ambição, deviam o seu estatuto e a sua inesperada prosperidade ao facto de pertencerem vitaliciamente ao funcionalismo público e aos "negócios" de vária espécie, que a sua influência, grande ou pequena, lhes permitia fazer.
Sem um sector privado a crescer com regularidade e depressa, e que pagasse mais do que pagavam as tristes repartições do Estado, não havia maneira de reordenar e diminuir o "monstro", que a partir de Cavaco se criara. Nenhum governo podia pacificamente liquidar essa especial "conquista" da revolução. Como, de resto, sucedera, com as consequências que se conhecem, na Monarquia Constitucional e durante a República até à ditadura de Salazar. Na ordem democrática da "Europa" de Bruxelas, Pedro Passos Coelho estava num beco sem saída. Daí a relutância em publicar o famoso "guião", que nunca apareceu, e suspeito que nunca aparecerá. O "guião", mesmo por agora metido numa gaveta, é uma ameaça para uma parte considerável do país, que provavelmente não ficaria quieto.
O veto do Tribunal Constitucional ao chamado "regime de requalificação" não espanta ninguém com algum conhecimento da sociedade indígena. Entre os funcionários públicos os juízes desse tribunal são de longe os mais privilegiados (o que teoricamente se percebe). Mas também se percebe que não estejam inclinados a autorizar uma limpeza que por baixo deles provocaria uma instabilidade endémica e abriria um precedente perigoso para eles próprios. Nada, portanto, mais natural e previsível que o Tribunal Constitucional defenda o Estado como o encontrou e de que é o mais refinado e protegido símbolo. Passos Coelho e Paulo Portas não têm razão de se queixar. Era óbvio que a classe média do Estado, tarde ou cedo encontraria uma trincheira. Encontrou esta."

A pequena Greta e os seus minúsculos devotos



Alberto Gonçalves - OBSERVADOR

A pequena Greta mostrou aos brutos que atentam contra a natureza a maneira correcta de se viajar: em veleiros que pertencem a príncipes e custam milhões.

Após enfrentar a fúria dos mares e as más-línguas que a dizem patrocinada por lobbies políticos e empresas de energias “verdes”, Greta Thunberg chegou enfim à costa americana. Em Nova Iorque, foi recebida por 200 pessoas, ou cerca de 0,002% da população local. Melhor ainda, recebeu uma mensagem do eng. Guterres, sujeito com olho para identificar causas nobres e descobrir novos talentos. O eng. Guterres elogia a “determinação e a perseverança” da pequena Greta durante a epopeia marítima (entrou num barco e ficou nele até atracar). O elogio é merecido. Desde logo, a pequena Greta mostrou aos brutos que atentam contra a natureza a maneira correcta de se viajar: em veleiros que pertencem a príncipes e custam milhões. Se você, pobre de espírito, não desencantar um veleiro semelhante para se deslocar ao Algarve ou a Torremolinos, resta-lhe permanecer em casa, e investir os mil e duzentos euros das férias a emoldurar retratos da pequena Greta, a santinha que faz jus à época.
Entretanto em Manhattan, a pequena Greta regressou ao activo, ou ao “activismo”, que é o trabalho dos que não trabalham em profissões chatas e mal remuneradas. Segundo o “Público”, a missão da pequena Greta começará com uma “greve pelo clima” em frente à sede das Nações Unidas. O “Público” não explica a que é que a pequena Greta faz greve. A um emprego nas minas de Skellefteå? À escola? A um workshop de rendas de bilros? Certo é que a pequena Greta saberá educar os americanos sem educação (um pleonasmo) nas matérias ambientais. É curioso ter sido necessário uma criança de 16 anos – diagnosticada com autismo ligeiro e à espera de um diagnóstico de presunção terminal – para alertar a humanidade sobre os perigos que a ameaçam. E é curiosíssimo que a criança nem sequer precise de dizer nada de especial. E não diz. No meio da ignorância própria da idade e do deslumbramento, a pequena Greta, que pede ao sr. Trump que “ouça a ciência”, limita-se a repetir os clichés da ortodoxia e, quando estes não parecem suficientemente assustadores, a inventar versões distorcidas dos clichés. No fundo, a pequena Greta traduz o típico alarmismo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para uma linguagem mais alarmista, mais simples e mais adequada a cabecinhas como a do eng. Guterres e dos eleitores do PAN.
Exemplos? Há três ou quatro meses, um relatório do IPCC avisava “ser provável que o aquecimento global atinja 1,5ºC entre 2030 (ou daqui a 11 anos) e 2052 se continuar a aumentar à taxa actual”. No dialecto da pequena Greta, a frase transformou-se em “De acordo com o relatório do IPCC, estamos a 11 anos de se iniciar uma reacção em cadeia humanamente incontrolável”. É a mesma coisa? Não é a mesma coisa: é mais alarmista, mais simples e mais mentirosa. E é o estilo de primarismo notável e demagogia pedagógica que convém aos tempos que correm, tempos que não deixam os meros factos atravessarem-se no caminho de um bom pânico generalizado. Se a salvação da Terra implica reduzir a respectiva população a níveis medievais de crendice e fanatismo, força. O importante é legar um planeta imaculado aos nossos filhos. Na condição, claro, de os nossos filhos serem tão conscienciosos quanto a pequena Greta. Se não forem, os fedelhos e o planeta que se lixem.
O que vale é que há esperança, e pequenas Gretas em abundância. Passei a semana anterior com amigos numa casa de praia na Catalunha, região em que jurara nunca pôr os pés (salvo pela temperatura do mar, evidentemente resultado das perturbações meteorológicas, não valeu a pena quebrar a jura). Os amigos têm prole, uma garota de 5 anos e duas adolescentes. Todas reproduzem o que aprendem na escola. Na escola, aparentemente, a petizada não aprende português, matemática ou a discernir que “funk” brasileiro não é música. Em compensação, absorve farrapos soltos de informação inútil ou discutível. Ou seja, os meninos e as meninas partilham os palpites da pequena Greta e do semi-alfabetizado médio. “A separação do lixo é fundamental” (concedo que o lixo unido é difícil de aturar). “O homem está a destruir tudo” (não identificaram o homem em questão, pelo que não pude apresentar queixa nas autoridades). “A Amazónia é o pulmão do mundo” (e o parque de Monsanto, um joanete?). Etc.
Significa isto que a reciclagem não é importante? Depende. E que a intervenção humana não é influente? Depende. E que a Amazónia não é o pulmão do mundo? Depende. No que toca à ecologia, tudo depende imenso, e por depender assim é que evito convicções firmes nesses domínios do conhecimento. Veja-se o caso da exacta Amazónia, que ardeu numa escala incomparável nos idos de 2004, 2005, 2006 e 2007. Alguém elevou o tema a manchete angustiada? Alguém organizou petições internacionais? Alguém convocou milhares de criaturas a fim de protestarem nas capitais? Alguém pediu a intervenção de chefes de Estado e milagreiros diversos? Alguém, em suma, se maçou? Ninguém. Porquê? Porque na altura o presidente do Brasil era o sr. Lula e não dava jeito criticar um amigalhaço dos pobres, dos oprimidos, da cachaça e de uns trocos por fora. Hoje, que o presidente é o sr. Bolsonaro, ai Jesus que a Amazónia está em chamas. Ai Jesus, vírgula: as aflições versam apenas a parte da Amazónia que pertence ao Brasil. A da Bolívia, governada por outro camarada com consciência social, pode desaparecer à vontade. Aliás à imagem das florestas de Angola e do Congo, em processo de combustão acelerada e ignorada. O ambiente é um assunto complicado, tão complicado que só uma criança o entende. Uma, ou milhões delas.

A Ideia de Justiça


SINOPSE Wook
SERÁ A JUSTIÇA UM IDEAL, para sempre além do nosso alcance, ou algo que pode de facto guiar as nossas decisões práticas e melhorar as nossas vidas?
Nesta obra de grande amplitude, Amartya Sen oferece uma visão alternativa às teorias de justiça dominantes que, apesar de muitas realizações concretas, levaram-nos, em geral, argumenta, no sentido errado.
Uma das maiores diferenças entre Sen e os grandes teóricos contemporâneos que reflectem sobre a justiça é que estes se preocuparam essencialmente, por vezes totalmente, em identificar quais seriam os arranjos sociais perfeitamente justos, em vez de clarificarem a forma como diferentes realizações de justiça podem ser comparadas e avaliadas. Enquanto a maioria dos teóricos das principais correntes seguem uma das duas maiores tradições do pensamento Iluminista, nomeadamente a do hipotético "contrato social" perfilhada por Hobbes, Locke, Rousseau, Kant e, nos nossos dias, pelo filósofo político contemporâneo John Rawls, a análise de Sen avança de forma significativa para a outra tradição do Iluminismo que procura reduzir a injustiça, perfilhada de diferentes formas por Smith, Condorcet, Wollstonecraft, Bentham, Mill e Marx.
Na base do argumento de Sen está a sua insistência no papel da razão pública que cria aquilo que pode tornar as sociedades menos injustas. Mas está na natureza do raciocínio sobre a justiça, argumenta Sen, não permitir que todas as questões sejam colocadas mesmo em teoria; há escolhas a ter em conta entre avaliações alternativas daquilo que é razoável, cada uma das várias posições, diferentes e concorrentes entre si, pode ser bem defendida. Longe de rejeitar tais pluralidades, ou tentar reduzi-las para lá dos limites da racionalidade, devemos usá-las de forma a construir uma teoria de justiça que possa absorver pontos de vista divergentes. Sen mostra também como as preocupações relativas aos princípios de justiça no mundo moderno devem evitar o paroquialismo e, mais, tratar das questões de injustiça global.
Esta energia de visão, acuidade intelectual e natureza humana admirável de dos mais influentes intelectuais politólogos a nível mundial nunca apareceu tão bem revelada como neste livro notável.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
“CREIO QUE A IDEIA DE JUSTIÇA de Amartya Sen é uma das contribuições mais importantes para o tema desde que apareceu a Teoria de Justiça de Rawls, em 1971. A abordagem desse livro foi tentar trabalhar uma base para um Estado-nação idealmente justo. Tendo perfeito conhecimento do caminho de ruptura trilhado por Rawls, Sen – laureado com o prémio Nobel em Economia e teoria da escolha social, e um profundo filósofo social –, com esta abordagem ‘transcendental’, chama a atenção para problemas sérios e argumenta que aquilo que precisamos com urgência, neste nosso mundo conturbado, não é de uma teoria de um Estado idealmente justo, mas de uma teoria que possa fornecer a base para juízos, como a justiça comparativa, juízos que nos digam quando e por que razão estamos a aproximar-nos ou a distanciarmo-nos da concretização da justiça num mundo globalizado.
Sen traça com o seu conhecimento em todos os campos que menciono ideias básicas para a tal teoria.
Além disso, discute, com iluminado pormenor (e histórica e trans-culturamente informado), questões fundamentais relacionadas com a democracia, os direitos humanos, o desenvolvimento económico e a natureza e os limites da democracia – a objectividade ética. Esta é uma obra que merece o maior número de leitores possível.”
Hilary Putnam, Professor Emérito em Filosofia, dirige a Cátedra Cogan University, na Universidade de Harvard, e é ex-Presidente da Associação de Filosofia Americana

“NUMA PROSA LÚCIDA E DINÂMICA A Ideia de Justiça oferece-nos uma filosofia política mais dedicada à redução da injustiça na Terra do que à criação de castelos no ar idealmente justos. Amartya Sen aplica as suas formidáveis capacidades argumentativas e a sua erudição profunda e sem limites à tarefa de trazer a filosofia política num frente a frente com a aspiração humana e a privação humana no mundo real, para cuja melhoria ele tem devotado a sua vida intelectual.”
G. A. Cohen, dirige a Cátedra Chicele em Teoria Política e Social, e é Professor Emérito na Universidade de Oxford

“TENDO EM CONTA A SUA ENERGIA e profundidade intelectual, não surpreende que a análise de Sen do conceito de justiça seja de uma análise e síntese crítica da maior importância.”
Kenneth Arrow, Professor de Economia, dirige a Cátedra Joan Kenney e é Professor Emérito de Investigação em Operações na Universidade de Stanford

“POUCOS PENSADORES CONTEMPORÂNEOS tiveram um impacto tão directo nos acontecimentos mundiais como Amartya Sen. Esta apresentação maravilhosamente lúcida da sua abordagem à justiça marcará um compasso inestimável para todos aqueles que lutam contra a injustiça por todo o mundo.”
Philppe Van Parijs, dirige a Cátedra Hoover de Ética Económica e Social, na Universidade de Lovain

“NESTE INTRINCADO E INFINDAVELMENTE ESTIMULANTE LIVRO Sen demonstra toda a força do seu pensamento brilhante e juízo moral.”
Financial Times

“PARA QUEM GOSTA DE DISCUSSÕES INTELIGENTES e longe dos lugares comuns.”
The Sunday Times

“ESTA ELOQUENTE E ESTIMULANTE NOVA OBRA DE SEN é de certa forma um comentário a Rawls, mas o seu grande refinamento dá-lhe maior aplicabilidade.”
Newyorker

“UM LIVRO VERDADEIRAMENTE IMPORTANTE”
The New Republic

“SEN É UM DOS GRANDES PENSADORES DA NOSSA ERA“
The Times

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Jorge Fonseca (Português) campeão do Mundo de judo


O judoca português (atleta do Sporting) conseguiu feito histórico, pois é o primeiro português a ... para invisuais 30-08-2019 20:18 ... do que um titulo de campeão do mundo de judo que é uma modalidade bem mais difícil do que o futebol.

Isto é um assalto


ANTÓNIO   MAGALHÃES
( em Sheffield)

Quando o Maestro levantou os braços, fê-lo por natural instinto.
Poder-se-ia imaginar, que pelo facto de ser Maestro, levantaria os braços porque estaria a conduzir uma orquestra. Mas não. O Maestro levantou os braços numa reação normal, de quem subitamente se vê perante uma situação que põe em risco a sua integridade física, e até mesmo a sua vida. Levantou os braços, mesmo antes do medo se manifestar. Levantou os braços porque, perante a ameaça outra coisa não era de esperar.
- Isto é um assalto.
O assaltante saiu-lhe repentinamente, de uma esquina solitária, das muitas esquinas solitárias da noite, da cidade. A noite, por sua vez, sorrateira e silenciosa, cobrindo a cidade, como se, sobre ela estendesse o seu manto de escuridão, á medida que as luzes se acendem para iluminarem alguns espaços que esse manto cobre, dá abrigo ás maiores atrocidades, ao mesmo tempo que, em silêncio as testemunha.
O assaltante não surgiu apenas de rompante, da esquina, das muitas esquinas da cidade. Cobardemente, esperou sob o manto escuro que a noite lançou sobre a cidade, e como um predador pronto a agarrar a sua presa, saltou para a luz que iluminava o espaço coberto pelo manto escuro da noite. Trazia na mão uma navalha, que em tom ameaçador apontou ao Maestro.
O Maestro, um homem culto, inteligente, sábio, e acima de tudo sensato, só iria saber se o medo que tentava disfarçar, seria justificado, perante, apesar de tudo, a situação assustadora, se o assaltante se revelasse um ignorante, ou alguém que, apesar das circunstâncias ainda tem alguns miolos.
Por isso, calmamente e com inteligência, vai tentar dissuadi-lo de praticar o ato em iminência. O sucesso não está na sua capacidade de dissuasão e na inteligência em o praticar, mas sim na capacidade de o possível dissuadido o entender. Afinal de contas o desfecho desta situação não está nas mãos do Maestro, que apesar de tudo “não baixa os braços,” mas sim na capacidade de entendimento aos seus argumentos, por parte do assaltante…
Esta teoria, não a história, ouvi-a há muitos anos pela boca do maestro Vitorino de Almeida, e vem a propósito de uma notícia que ouvi na rádio quando um domingo de manhã conduzia o carro com a minha família dentro, em direção ao centro da cidade de Sheffield onde havíamos concordado por unanimidade tomar o pequeno almoço.
A notícia referia-se a uma rixa envolvendo arma branca, e que fez duas vítimas mortais levando à prisão de 2 jovens com pouco mais de 20 anos.
Infelizmente são bastante comuns estas notícias trágicas que envolvem a morte, na sua maioria de jovens. Em Leeds, uma jovem foi encontrada morta, esfaqueada. Uma outra jovem de apenas 22 anos, desaparecida na noite de Natal, foi encontrada morta em Finsbury park, norte de Londres, perto da casa onde vivia, com indícios de facada e ferimentos na cabeça.
E eu, muitas vezes perplexo, pergunto a mim mesmo que raio de espécie é esta, que deveria ser supostamente a mais inteligente do planeta, acaba muitas vezes por mostrar em muitas situações o quanto tem de maléfico e de ignorante.
Como dizia o maestro Vitorino de Almeida, “o meu medo no caso de ser assaltado na rua, é o de me sair um assaltante ignorante. Se for uma pessoa com inteligência eu sei que tenho argumentos suficientes para o dissuadir do ato que está prestes a praticar, mas se for um ignorante…não importa o que eu lhe vá argumentar porque ele não vai entender…   
Ah… a propósito… o Maestro, não o Vitorino de Almeida, mas sim o da história, está morto e o assaltante está preso. E, no entanto, o que mais dói neste caso, nem sequer é só a perda de um homem bom, inteligente e útil à sociedade, porque essa é infelizmente irreversível, e ele será chorado para sempre. O que dói, é saber que o assaltante, por ser tao burro e ignorante, por muitos anos de prisão que tenha pela frente, não tem inteligência, ou muito menos humildade suficiente, para que alguma vez entenda a dimensão da merda que fez.
Mais do que o azar do Maestro encontrar nessa noite um assaltante, foi o de encontrar um ignorante.
O que faz de nós humanos?

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O Estado a que isto chegou

SOBRE O LIVRO

É uma selecção de crónicas políticas, sociais e culturais dos últimos 10 anos. Um comentário acutilante aos pequenos e grandes factos que marcaram a política portuguesa.

SOBRE O AUTOR

Alberto Gonçalves nasceu em Matosinhos. Escreve na imprensa desde 1999, actualmente no Observador. Tinha, até aqui, três livros publicados: Selecção Nacional (2006), Ninguém Diga Que Está Bem (2010) e A Ameaça Vermelha (2017). E agora este. Não tem um romance na gaveta, mas tem gaveta. Nunca, ele seja ceguinho, foi agraciado com o Grande Prémio de Crónica da APE. Nem com o Pequeno, para dizer a verdade. Possui vida privada e pretende continuar assim.

«Alberto Gonçalves, um homem de convicções e com pouca paciência para aturar idiotas, e com prosa sarcástica, penetrante e clara (…)»

Vasco Pulido Valente

Livros de Silvino Potêncio

"E nesse tempo meu "caminhado", eu acrescentei; porém de repente, surgiu um tufão chamado descolonização que espalhou todas as folhas e jamais consegui reuni-las de volta para encontrar o caminho de regresso às origens a não ser em pensamentos e memórias que vou mitigando nos meus livros (virtuais ou impressos) à medida que o meu caminho fica para trás...".      
  

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

PORTUGAL NO ESPETO



A rentrée política dos partidos, tendo em vista as eleições do dia 6 de Outubro, faz-se com festas-comício e animam os portugueses.
Qualquer festarola em meio rural ou urbano, para além das procissões, bandas de música e barracas de farturas têm no “porco de espeto” o inevitável recurso orçamental. É um petisco rentável, agradável a quem o procura e consome, anunciado por imagens chocantes!
O nosso país, nos próximos dias de pré-campanha e campanha, vai sujeitar-se ao maior “Festival Pinoquiano”, prometendo transformar o mau em bom, o impossível em possível, o inferno em céu! Todos os “CHEFS” partidários procurarão os melhores ingredientes, os melhores temperos, as melhores dosagens e, assim, confeccionarem propostas eleitorais para Portugal se transformar num pitéu agradável ao ouvido e ao paladar. Cada CHEF fará a melhor receita política para clientelas fidelizadas e outras levadas ao engano! Os portugueses poderão desfrutar, degustar e seleccionar o pitéu em debate, Portugal. O próximo dia 6 de Outubro será o dia da prova final e cada CHEF será avaliado, democraticamente, nas urnas.
Todo o político que se preze tem por finalidade a conquista do poder! As declarações públicas acusatórias entre CHEFS de esquerda e direita na apresentação dos seus programas eleitorais evidenciaram isso mesmo. Foi ridículo ouvir CHEFS a queixarem-se de plágio ou “copianço” das suas promessas quando a diferença está na quantidade de condimentos e na sua apresentação! Os ingredientes de qualquer programa eleitoral rondam quase sempre as mesmas espécies: Impostos; Saúde; Segurança Social; Educação; Transportes; Ambiente; Justiça; Família; Infraestruturas; Europa e Contas Públicas. Por exemplo, entre CDU e CDS, nos escalões do IRS e IRC há diferenças significativas. A CDU propõe baixar o nível inferior do IRS e subir os níveis superiores do IRS e IRC. O CDS propõe baixar os níveis superiores do IRS e do IRC.
Sabemos que este tipo de “FESTIVAL”, eleições legislativas, se repete normalmente de quatro em quatro anos. O país, independentemente dos resultados, continuará pobre, desigual, cheio de traficantes e clientelas partidárias ao ponto de um “padeiro” ser nomeado de “especialista” no combate aos incêndios e um “predador” convidado para “provedor”… A irracionalidade da política conduz à morte da competência e aumenta o fosso entre sabedores e insipientes!
A diferença entre “porco no espeto” e “Portugal no espeto” é fundamentalmente a seguinte: o porco é digerido consoante o apetite de cada apreciador, de forma transparente! Portugal é consumido pela corrupção democrática, sem punição!

                                                          Artur Ferreira (Engº)

Forrobodó com as subvenções vitalícias - II


BARROSO da FONTE
Na edição deste jornal de 9 de corrente assinei um texto que, como habitualmente, saiu na segunda página. Dei-lhe o título de «Forrobodó com as subvenções vitalícias». Fundamentei-me num artigo que um coronel Amigo me remeteu e que, com as facilidades que nos dias de hoje se podem encaminhar para todos os destinos do universo, me chegou e a tantos outros leitores desse ciclo de cidadãos que estão atentos à geringonça que se instalou na sociedade portuguesa e que – pelos vistos – veio para ficar.
Conhecendo bem o posicionamento social, profissional e político de quem me fez chegar essa informação não hesitei em comentá-la, citando alguns nomes dos mais sonantes sortudos a quem saiu o «euromilhões» das reformas vitalícias. Presumo que foi com essa monstruosidade parlamentar que se iniciou a bagunça, o descalabro e o desnorte da economia nacional que redundou na bancarrota que eclodiu em 2009.
Dia 22 do corrente recebi um e-mail, do Dr. Basílio Horta, Presidente da Câmara de Sintra, nos termos em que aqui o reproduzo, sem mais delongas.

«Acabo de ler no Jornal de Matosinhos um artigo seu onde escreve que o signatário acumula a subvenção vitalícia a que tem direito com o seu vencimento de Presidente da Câmara Municipal de Sintra. Essa informação é falsa e o pagamento da referida subvenção está suspenso enquanto se mantiver o exercício de funções autárquicas.
Assim sendo solicito que em tempo útil proceda à correção do seu artigo repondo a verdade dos factos.
Com os melhores cumprimentos. Basílio Horta.»

Aqui fica a correção com as naturais desculpas. E também com os meus agradecimentos pelo facto de, regularmente, abordar este tema que envolve 332 políticos e que, nunca, nenhum deles me ter desmentido. Se o tivessem feito não teria escrito o que escrevi.
Convivo com alguns desses sortudos que trabalharam comigo, enquanto autarcas. Nunca suportei, enquanto cidadão, essa «prenda» que pode ser legal mas é, grosseiramente, injusta. Teimarei insistir nesta tecla com exemplos como este. Por mim e pelo grosso do funcionalismo público. Para não ofender ninguém aponto o exemplo pessoal: pertenci à geração dos Capitães de Abril, enquanto oficial miliciano, servindo na ZIN, em Angola, antes do 25 de Abril e com a especialidade de Ranger. Aposentei-me como director de serviços, com o tempo completo da Função pública. Cumpri o tempo obrigatório para receber, de reforma, sensivelmente, metade do que recebe (só da subvenção vitalícia) cada um dos 332 beneficiários. Pagar o Estado a 332 cidadãos vulgares, por 5 a 7 anos de serviço, o dobro do que paga à maioria de cidadãos, que cumpriram carreiras idênticas, entre 36 a 40 anos de trabalho, ao serviço do mesmo patrão (o Estado), constitui uma indignidade democrática que repugna a quem serviu, sem se servir.

PS como assinei o mesmo artigo em outros órgãos, incluindo o blogue tempo caminhado, sinto-me no dever de dar a mesma explicação - BF

1º DOMINGO DE SETEMBRO, DIA UM.



Por: Costa Pereira Portugal, minha terra    

Como é tradição mais uma vez a grande peregrinação de Nossa Senhora da Graça no alto do Monte Farinha vai ser presidida pelo bispo diocesano, agora D. António Augusto Azevedo, que no dia 30 de Junho tomou posse da diocese de Vila Real. Pede o santo Padre Francisco para os cristãos serem muito marianos, e assim sendo, logo o santuário de Nossa Senhora da Graça espera por um carinho especial, que corresponda a esse apelo papal.  D. António deve inteirar-se das carências que afetam o normal dia-a-dia desse sagrado espaço, 
e aconselhar para que se mantenha em pleno funcionamento todas as estruturas existentes e que deram origem ao empenho e labor de um D. Joaquim Gonçalves, então apoiado na dedicação e zelo de um saudoso Padre Manuel Joaquim Correia Guedes. Depois interessar-se por conhecer o património da paróquia de São Pedro de Vilar de Ferreiros, e sem esquecer uma residência paroquial que se encontra vazia….
E vamos à Peregrinação: O dia este ano é logo no inicio do mês, domingo, dia um de Setembro. Como no dia 10 de Agosto, também agora por razão mais nobre, são os peregrinos da Rainha dos Apóstolos a fazer a escalada da “montanha sagrada”, que dá também pelo nome de Monte Farinha ou “Iteiro da Senhora”, como primeiro aprendi. Preside, como se disse D. António Azevedo. O programa começa às 08h00, com Confissões. Às 10h15, sai do Largo de Santiago, a Procissão e recitação do Terço, com destino ao cimo do Monte, onde no 2º Adro será celebrada a solene Eucaristia. A Rádio Regional de Basto fará a transmissão das cerimónias, e a GNR de Mondim de Basto se encarrega de orientar o transito e manter a ordem. Termina com a procissão do adeus a Nossa Senhora da Graça, por volta das 13h00.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Esta coisinha a que hoje chamam Portugal e o museu Salazar


Esta coisinha a que hoje chamam Portugal é mesmo uma coisinha. O último homem de Estado que a coisinha teve, gostem ou não, foi Pedro Passos Coelho. Não esperem que façamos um tratado das razões, toda a gente sabe. Até o maior laparoto! O que resta são coisinhas que se dedicam, à falsa fé em prejuízo do próximo, à coscuvilhice e à vigarice assente na intriga e na aldrabice. Criam-se “Academias famyligate” para promover as comadres e paga-se a preço de ouro a aldrabice impressa e por via oral.
Parece que o Financial Times (o FT) mandou coisa cá para fora sobre as "virtualidades" de quem assume o poder desta coisinha por processos obscuros. Em 2007 mandou coisa parecida sobre as virtualidades de quem nos conduziu à BANCARROTA de 2011. Claro que os pasquins nacionais vieram logo trazer ao sossego diário do cidadão comum, um certo sobressalto com a aldrabice do FT.
E parece que anda para aí uma petição, organizada por uma liga de certas seitas vermelhuscas a impedir que o museu Salazar em Santa Comba Dão seja uma realidade. A tal ponto que os promotores da ideia, acagaçados com as opiniões dessas coisinhas, já veio a público, tremendo, dizer que sempre tiveram em mente formar um “centro Interpretativo” e não um museu.
É assunto para reflectir, pelo menos para aqueles que pensam. O que levará essas coisinhas vermelhuscas a quererem impedir o tal museu? O que levará a autarquia de Santa Comba Dão a ajoelhar-se à pressão dessas coisinhas?
É simples, essas coisinhas temem que certas verdades venham ao de cima, e a autarquia teme que no próximos Orçamento de Estado (claro, se o famyligate do PS estiver no governo- cruzes, credo!) seja prejudicada.
Um dos maiores erros civilizacionais que aconteceu nestes últimos 70 anos na Europa Ocidental, foi a proibição da publicação do Mein Kampf. Percebemos as razões que levaram a isso, mas nunca com elas concordámos. Felizmente, o tempo deu-nos razão. Há dois anos começou a ser publicado. Sabem que mais? As pessoas passam pelas livrarias observam o volume e vão-se embora sem o comprarem. Nada do que não havíamos previsto. Nós próprios que possuíamos uma edição rara com apenas cerca de 100 páginas, comprámos o volume e está na prateleira à espera.
Outro erro foi a Europa Ocidental não ter denunciado a devido tempo os crimes horrendos de Estaline (porque Brecht -  e Sartre ? -  eram seus apaniguados). Também sabemos das razões, mas nunca concordámos com elas. Só tardiamente se publicou a obra de Aleksandr Soljenítsin. E ainda estamos à espera que haja uma editora com aquelas coisas no sítio para publicar a de Varlam Chalamov. Em português existem meia dúzia de contos publicados pela Relógio D’Água, traduzidos por José Manuel Milhazes. No Brasil já está totalmente publicada!
Então qual é o medo do museu salazar? Ao contrário do que essas coisinhas querem fazer crer, o regime do Estado Novo, nunca foi um regime fascista, quanto muito, repetimos, quanto muito foi uma ditadura clerical.

Cá no Marão mandam os que cá estão

Biblioteca de Vila Real biblioteca@cm-vilareal.pt

traga_mundos na Feira do Livro do Porto 2019


traga_mundos na Feira do Livro do Porto 2019
stand n.º 22 [à entrada, no topo]
de 06 a 22 de Setembro de 2019
segunda a quinta: 12h00 às 21h30
sexta: 12h00 às 23h00
sábado: 11h00 às 23h00
domingo: 11h00 às 21h30
nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto


A livraria Traga-Mundos de Vila Real estará novamente PRESENTE na Feira do Livro do Porto 2019 – stand n.º 22, levando o mundo literário e cultural de Trás-os-Montes e Alto Douro, de 6 a 22 de Setembro de 2019, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto – desde 2014 que participamos…
Recordamos que a Traga-Mundos é uma livraria especializada na temática de Trás-os-Montes e Alto Douro. Obras em prosa ou poesia; romances, novelas e contos; livros técnicos e revistas temáticas; álbuns infanto-juvenis e de banda-desenhada; de edições de bolso a álbuns de fotografia; de guias turísticos a cd’s e dvd’s; de edições de autor a edições de associações e outras instituições; em português e an mirandés; num esforço para se reunir e apresentar num mesmo local a riqueza cultural e literária da região de Trás-os-Montes e Alto Douro...
A livraria tem sido distinguida como uma das livrarias preferidas pelos portugueses por um concurso de votação online promovido pela APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Em 2014 a traga_mundos obteve o 6.º lugar, em 2015 o 4.º lugar, em 2016 o 5.º lugar, em 2017 o 6.º lugar e em 2018 o 9.º lugar, mantendo-se como a livraria mais votada a Norte, de Trás-os-Montes e Alto Douro à Galiza – somando votos também no Brasil, na Guiné-Bissau, em Cabo Verde.
A livraria Traga-Mundos encontra-se localizada em Vila Real, capital da região de Trás-os-Montes e Alto Douro desde 5 de Novembro de 2011 e ao longo destes anos temos levado bancadas de livros a diversas localidades da região, incluindo as regiões transfronteiriças – até hoje, contabilizamos mais de 133 bancas de livros (Vila Real, Chaves, Murça, Sanfins do Douro, Atenor, Campos de Jales, Porto, Miranda do Douro, Justes, Pedras Salgadas, Corunha, Varge, Cambridge, Allariz, Sabrosa, Amarante, Morille, Carviçais, Valongo de Milhais, Pontevedra, Mêda, Arroios, Bragança, Vilar de Santos, São Martinho de Anta, Vilar de Maçada, Peso da Régua, Monforte de Lemos, Braga, Palaçoulo, Vila Pouca de Aguiar, Alijó, La Pola Siero, Mindelo, Ífanes, Paradela). Levamos bancas de livros aonde podemos, e para onde somos convidados: seminários, feiras, congressos, jornadas, escolas, teatros, bibliotecas, etc - por vezes, até as mesas levamos... 
Com e pela Galiza, temos organizado e participado em algumas iniciativas. É no âmbito da Cultura Que Une – um conjunto de associações, fundações, empresas, particulares, criada com o objectivo de «articular accións e intervencións socio-culturais de base, creando unha rede que fomente a colaboración Galiza-Norte de Portugal – que temos aprofundado melhor esta articulação e colaboração, nomeadamente com a realização dos Actos da Cultura Galega-Portuguesa – em 2015, entre Amarante e a Corunha, em 2016, entre Vila Real e Pontevedra e, em 2017, entre Peso da Régua (Douro Vinhateiro) e Monforte de Lemos (Ribeira Sacra). Foi neste âmbito que participamos no stand da Cultura Que Une na Culturgal em 2014, 2015 e 2016.
Em 2017 e 2018 participamos com um stand na Culturgal em nome da Livraria Traga-Mundos, levando um conjunto de obras que expressem a relação entre Portugal e a Galiza, da literatura às ciências sociais, da música a diversas artes – dando continuidade à promoção da literatura portuguesa na Galiza e reforçando pontes culturais entre o Norte de Portugal e a Galiza.
A 24 de Novembro de 2018 estivemos presentes em Braga na reunião de operacionalização da Rede GaliLusofonia, que pretende reforçar as relações culturais dos povos cuja cultura se relaciona com o espaço da Língua Portuguesa, e mais recentemente, a 7 de Julho de 2019, na Junta de Freguesia de Nogueira, estivemos presentes na constituição da associação do lado português, como membros fundadores – de que em breve haverá mais desenvolvimentos...


Para a Feira do Livro do Porto este ano iremos continuar a incluir duas componentes, em resultado de iniciativas que temos vindo a desenvolver ao longo de quase 8 anos de existência:

1. iremos disponibilizar diversas obras em língua mirandesa; em prosa ou poesia; romances, novelas e contos; livros técnicos e actas de congressos; álbuns infanto-juvenis; algumas bi-lingues (na mirandés e em português); de edições de autor a edições de associações e outras instituições – neste momento, seremos a livraria que mais títulos em língua mirandesa temos disponíveis.
2. iremos disponibilizar algumas obras e autores da Galiza, numa tentativa de se reiniciar a divulgação e promoção da cultura irmã no Norte de Portugal – procurando retribuir o acolhimento fraterno que a traga_mundos tem sentido ao longo de mais de cinco anos de iniciativas de intercâmbio, nomeadamente no âmbito da Cultura Que Une.
Para este ano, ainda iremos partilhar a vizinhança e iniciativas com a editora Urutau – que edita autores da Galiza, Portugal e Brasil e esteve presente na Feira do Livro do Porto o ano passado no espaço das pequenas editoras.
[Nota: continuamos sem qualquer apoio das entidades responsáveis pela cultura, turismo, comércio, empresas, imprensa, empreendorismo e afins, na cidade de Vila Real e na região de Trás-os-Montes e Alto Douro.]
  
Visite(-nos),
e traga um amig@ também...

António Alberto Alves
Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro
Rua Miguel Bombarda, 24 – 26 – 28 em Vila Real
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª, Sáb. das 10h00 às 20h00 e 4.ª feira das 14h00 às 23h00
259 103 113 | 935 157 323 | traga.mundos1@gmail.com

Próximos eventos:
- Agosto e Setembro: exposição “Somnium” de Beatriz Fidalgo, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;
- dia 24 de Agosto de 2019, sábado, pelas 16h30: participação com uma banca de livros, e mais algumas coisas e loisas, no Mercadinho da Capella, no âmbito do Projeto Capella, em Arroios, Vila Real;
- dia 5 de Setembro de 2019, quinta-feira, pelas 21h00: TL – tertúlia de leituras #20, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês]
- de 6 a 22 de Setembro de 2019: participação com stand na Feira do Livro do Porto 2019, nos jardins do Palácio de Cristal, no Porto;
- dia 3 de Outubro de 2019, quinta-feira, pelas 21h00: TL – tertúlia de leituras #21, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês]
- dias 11, 12 e 13 de Outubro de 2019: participação com uma banca de livros de poesia no VI Poemagosto – Festival Internacional de Poesía en Allariz, Galiza;
- dia 14 de Outubro de 2019, pelas 21h00: “Vem e Vê – cinema” #1, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas segundas (2.ª) segundas-feiras de cada mês]
- 5 de Novembro de 2019: 8.º aniversário da Livraria Traga-Mundos, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal;
- dia 7 de Novembro de 2019, quinta-feira, pelas 21h00: TL – tertúlia de leituras #22, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês]
- dia 11 de Novembro de 2019, pelas 21h00: “Vem e Vê – cinema” #2, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas segundas (2.ª) segundas-feiras de cada mês]
- dias 29, 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2019: participação com uma banca de livros na Culturgal – Feira das Industrias Culturais da Galiza, no Pazo da Cultura de Pontevedra, Galiza;
- dia 5 de Dezembro de 2019, quinta-feira, pelas 21h00: TL – tertúlia de leituras #23, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas as primeiras quintas-feiras de cada mês]
- dia 9 de Dezembro de 2019, pelas 21h00: “Vem e Vê – cinema” #3, na Traga-Mundos, Vila Real, Portugal; [evento periódico, a repetir-se em todas segundas (2.ª) segundas-feiras de cada mês]
- e até ao final de 2019 haverá mais, sempre muito mais...
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Traga-Mundos - livros e vinhos, coisas e loisas do Douro - Património Mundial
Rua Miguel Bombarda, 24 - 26 -28 | 5000-625 VILA REAL
259 103 113 | 935 157 323 | www.traga-mundos.blogspot.com | Facebook
2.ª, 3.ª, 5.ª, 6.ª e Sáb - das 10h00 às 20h00 | 4.ª-feira - das 14h00 às 23h00