sexta-feira, 31 de maio de 2019

Programa Mês de Junho de 2019! - CTMAD















Programa Mês de Junho de 2019!


Cara(o) Consócia(o),

Em anexo segue o Programa do Mês de Junho de 2019 onde pode constatar  
que além da Nossa Antologia ser apresentada em 2 concelhos da Nossa  
Região, a CTMAD apoia o lançamento de um autor Transmontano.
Por outro lado, no dia 18 de Junho de 2019 temos a grande festa da  
Lhéngua Mirandesa onde a CTMAD e a Associação da Lhéngua Mirandesa,  
vão entregar os diplomas de mais um Curso na Presença do Presidente da  
CM de Miranda do Douro, Dr. Artur Nunes.
Para terminar o mês, vamos ter a presença de Dom Ximenes Belo onde irá  
apresentar o seu último livro. a Apresentação do Livro está a cargo do  
Professor Doutor Adriano Moreira.
Participe nas nossas atividades!


Divulgue o Nosso Programa!
Saudações Transmontanas e Alto Durienses,

A Direção da CTMAD,

Saudações transmontanas,
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Tel: 217939311 Tlm: 916824293
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa


quinta-feira, 30 de maio de 2019

Lema d'Origem na Feira do Livro de Lisboa

Caros conterrâneos transmontanos, amigos lagoaçeiros e afins, se estão por Lisboa não deixem de visitar, na feira do Livro, a Editora Lema d`Origem para ficarem a par do que se vai fazendo para lá do Marão. Aí também poderão adquirir o livro Lagoaça- Loisas e Outras Coisas

Sobre este site

RTP.PT
É a edição 89 de mais uma Feira do Livro no Parque Eduardo VII, este ano com um número recorde de 328 pavilhões, mais espaços verdes, mais ...

Ribeira de Pena recebe autores transmontanos!


Dia um de Junho, durante a Feira do Livro em Ribeira de Pena, vai estar presente o Presidente da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, Hirondino Isaías, a conduzir mais uma apresentação da Antologia Transmontana (neste caso, ao público de Ribeira de Pena). Mais um município transmontano que aderiu a este projecto.
Bem hajam!


Quando a política é suja e negra


BARROSO da FONTE

Já nada é como era no meu tempo. E este tempo ainda é o meu. Por isso esbracejo-me, irrito-me e protesto até ao raios que o partam, em defesa da coerência, da justiça e da lealdade para com os meus leitores. Vou exemplificar.
Na edição do JN do dia 24 de Maio, na página 30 do suplemento Cultura leu-se «Sabedoria ilimitada» de Eduardo Lourenço soma 96 anos.   Segue-se o lead:                                                                                                                                                                                                                 «Primeiro-ministro juntou-se ao tributo que a Livraria Lello prestou ao ensaísta atribuindo-lhe prémio com o seu nome»
No corpo do relato, assinado por Ana Vitória, começa assim: «Homenagem Eduardo Lourenço, o maior sábio vivo que Portugal tem completou ontem 96 anos. E a data que nunca poderia passar ao largo do país, foi superlativamente assinalada numa iniciativa promovida pela Livraria Lello que não só criou um prémio (do valor de 50 mil euros) com o nome do ensaísta, como lhe atribuiu o galardão da primeira edição».
Ainda no desenvolvimento do relato, lê-se que esteve presente Jorge Sampaio e o Primeiro Ministro que «enfatizou a ilimitada sabedoria», não fosse ele, homem beirão «um verdadeiro rei Midas da cultura, o puro ouro da inteligência e da cultura em tudo aquilo em que toca». O palco foi o Palácio Foz, em Lisboa, podendo ter sido a própria Livraria Lello, porque jogaria «em casa», no Norte. O atual Presidente da República, não esteve presente, talvez para não ser acusado de assistir a esse comício socialista. António Costa pôde aí desenvolver, a teoria do agradecimento público ao candidato, em «lugar não elegível» que desde 2014, «viajou por conta própria, um sonho. «E esse sonho não terá fim, disse Eduardo Lourenço, acrescentando que os portugueses se atreveram tanto quanto podiam e esse atrevimento é aquele que ficará na história». Daí que «o maior sábio vivo que Portugal tem associe o papel de Portugal na história a uma vontade de não abdicar do sonho» uma «vontade um pouco louca». Tudo por que «Eduardo Lourenço acredita que a má Europa, a dos extremismos, não vencerá:  nunca seremos europeus como os europeus podem ser. Já tivemos dois mil anos para o ser e não conseguimos».
Nos largos anos (1975-1982) em que eu estive ligado ao JN, esta notícia não saía, talvez aparecesse na linguagem dos «correspondentes», mas nunca em suplementos culturais. Que A. Costa tenha atribuído «sabedoria ilimitada» a Eduardo Loureço, aceita-se, como hipérbole. Mas que uma jornalista ligada a um suplemento de Cultura afirme de um qualquer ente mortal, por mais conhecido que seja, ser «o maior sábio vivo em Portugal» é uma monstruosidade intelectual.
Que irão, o JN e a Ana Vitorino, escrever sobre o Transmontano Adriano Moreira, quando, em 15 de Setembro próximo completar 97 anos?

Feira do Livro - MONTALEGRE

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

quarta-feira, 29 de maio de 2019

A vida depois das eleições



Público
29/5/2019

por Santana Castilho*

A não consideração do tempo de serviço prestado pelos professores não é assunto encerrado. É questão apenas postergada. E como qualquer problema sério cuja solução se protela, os danos têm tendência para aumentar. Tanto mais que, depois da crise política que António Costa encenou e usou para fomentar na opinião pública ódio aos professores, sinal distintivo das políticas do PS dos últimos anos, ficou uma classe profissional maltratada por todos os partidos e por boa parte da opinião publicada.

Ficou claro, depois da pronúncia da UTAO, que a não contagem do tempo nada teve que ver com o défice orçamental. Mas não ficou claro que a questão central é que o Estatuto da Carreira dos Professores está em vigor e que num Estado de Direito as leis são para cumprir. Outrossim, o que se viu foi que, desde que um Governo chantageie habilmente a AR, pode espezinhar as leis, sem sequer se dar ao trabalho de as alterar. A perfídia do processo resume-se ao pleno do “espírito” geral, descontadas as “formas” de cada partido: o reconhecimento do tempo ficaria sujeito ao livre arbítrio de um Governo, fosse ele de que partido fosse. Ao menos nisto, como se viu, houve um triste consenso parlamentar.
Que ao menos António Costa tivesse tido um assomo moral de justificar o calote desonesto aos professores com a conivência política de tantos (por incompetência nuns casos, cumplicidade noutros) com as fraudes bancárias da última década (20.000 milhões). Que ao menos tivesse feito contrição política mínima de reconhecimento que a dívida de Berardo (968 milhões) tem a sua génese na estratégia megalómana de um psicopata social (que quis dominar a banca e os media), de quem ele foi número dois no Governo.


Se não colheu o argumento da estabilidade orçamental, tão-pouco colhe o da falta de dinheiro. Com efeito, o que está em causa são opções e são as opções políticas que determinam para o que há e para o que não há dinheiro. Exemplos?
Um relatório do Tribunal de Contas, recentemente divulgado, diz que a distribuição gratuita de manuais escolares tem uma previsão de custo, em 2019, de 144,6 milhões de euros (estimativa do Instituto de Gestão Financeira da Educação). Todavia, no OE deste ano apenas está considerada uma dotação de 47,3 milhões. A esta desconformidade de 100 milhões, considerada incompreensível pelo Tribunal de Contas, somam-se 29,8 milhões de 2018, mais cerca de 10 milhões para licenças digitais praticamente sem uso, para uma taxa de reutilização dos manuais de … 3,9%.
Houve dinheiro para aumentar (e bem) o salário mínimo nos empregos públicos. Houve dinheiro (e bem) para considerar todo o tempo congelado nas carreiras gerais dos funcionários públicos. Houve dinheiro (e mal) para diminuir o IVA da restauração. Com uma dívida pública que continua a aumentar (89 mil milhões em 2007, 196 mil milhões em 2011, 251,1 mil milhões em 2018) Costa diz que vamos no bom caminho. Mas com o pagamento ao longo de sete anos do que o Estado deve aos professores, as finanças públicas sucumbiam.
Depois de um deplorável epílogo, os professores têm agora de tomar uma decisão pica-miolos: ou recebem os dois anos, nove meses e 18 dias em três parcelas (entre 2019 e 2021) ou de uma só vez, aquando da sua próxima progressão. Mas, para além da ponderação para ver qual escolha é mais favorável, acresce que a situação se complica para os que optarem pelo faseamento, dado que podem ter o requisito relativo ao tempo mas não terem o requisito relativo à avaliação do desempenho, designadamente número mínimo de horas de formação ou, nalguns casos, aulas observadas. Aparentemente, o legislador não pensou neste constrangimento e sobre ele disse nada.


A possível inconstitucionalidade do diploma do Governo que consagra os menos de três anos do tempo de serviço dos professores poderá ser o centro da próxima litigância dos docentes, quer através de acções individuais contra o Estado 
Professora Doutora 
Maria Lúcia Amaral
(Provedor de Justiça)
(onde os professores lesados pela ultrapassagem por colegas menos qualificados e com menos tempo de serviço, em consequência da aplicação do diploma, suscitem a sua inconstitucionalidade), quer por via de queixa ao Provedor de Justiça já que, como é sabido, a fiscalização sucessiva da constitucionalidade só pode ser pedida pelos tribunais, pelos partidos com assento na AR ou pelo Provedor.

* Professor do ensino superior

Europeias - Percentagens!



Acorda, é apenas um sonho


António Magalhães
(em Sheffield)

 A luz que do sol se irradia espalha-se sobre a terra num longo e ternurento beijo, mãe que com este gesto assim acariciasse e aconchegasse seu filho. E essa luz brilha mais, e mais intensamente, mas não ofusca, apenas num sublime gesto de ternura que nos enche a alma, se mistura num bem-estar interior que é vida.
A relva estende-se fresca e verdejante sobre os campos, como que decorada por um manto de gotas de orvalho onde a luz do sol que nele incide, a dardejar os seus raios luminosos num céu aberto e às claras, ilumina toda a terra.
De um mundo que não pertence em exclusivo a mais ninguém a não ser todo o ser vivo ou simplesmente estático, debaixo de um mesmo sol e uma mesma lua, onde pela natureza das coisas e o seu propósito, nada se altera que não seja a própria natureza a fazê-lo.
Não há registo de uma única guerra, por pequena que seja, desde que os homens finalmente perceberam que se transforma Deus num assassino quando em seu nome se mata ou se cometem as mais vis e cruéis atrocidades.
Percebeu-se finalmente que independentemente da raça de cada um, da sua religião, ou falta dela, das diferenças de opinião, da orientação sexual, ou dos gostos pessoais, é mais o que nos une do que o que nos separa.
Aos mais fracos e vulneráveis pegasse-lhes pela mão deixando por esse nobre gesto, num simples momento de compaixão e senso de igualdade, fluir uma pouco das forças que aos fortes sobejam e a estes dá alento.
Faz-se luz no mundo de cada vez que uma mãe protagoniza o milagre da vida, e o fruto desse milagre é acarinhado, bem tratado e cuidado para que cresça feliz e próspero. Esse milagre da vida é a outra ponta do amor e o respeito entre dois seres da mesma espécie, como uma continuação de um sentimento que nasceu entre esses seres e que se estende por cada vez que o milagre se faz luz.
E impensável seria que qualquer criança à face da terra fosse vítima de abusos sexuais e psicológicos por parte daqueles a quem ela não esperava nada mais do que proteção, respeito, carinho e acima de tudo orientação para a vida.
Não se sabe o significado de violência doméstica porque ela também não existe. Marido e mulher, companheiro e companheira, respeitam-se e amam-se pelo que de bom e menos bom um e outro têm.
Num planeta que é de todos, precavemo-nos dos animais selvagens, mas deixamo-los viver nos seus habitats naturais porque a isso têm direito e deixamo-los livres porque livres nasceram.
Aos animais domésticos cuidamos deles, protegemo-los e respeitamo-los e apreciamos o seu amor e fidelidade para connosco.
É assim, aqui sentado nesta pedra bem no cimo da montanha, que eu vejo este mundo onde vivo. Em frente a mim uma linha do horizonte que perco de vista para lá do que os meus olhos são capazes de alcançar. Por baixo dos meus pés estende-se uma espécie de lençol que a ponta dos pinheiros seguidos uns aos outros conseguem formar, e entre os espaços, pequenos apesar de tudo, que entre eles existe, há vegetação que forma uma espécie de planta que decora a montanha.
Mas…de repente, as nuvens começam a enrolar-se sobre si mesmas como novelos de lã a crescer, a ganhar volume, e aos poucos a transformarem-se num cinzento que cada vez se vai tornando mais escuro, sinistro, medonho.
O céu pôs o seu ar mais atemorizador e a rebentar entre frinchas desse novelo escuro que cobriu o céu e escureceu a terra, surgem relâmpagos empurrados pela trovoada. Começam a surgir as primeiras gotas de chuva que como teclas de um piano vão batendo aqui e ali ao som da melodia. No silêncio que surge entre o momento em que a trovoada ganha fôlego para voltar a rebentar, ouço um sussurro no meu ouvido como se uma brisa suave e sútil se tivesse transformado em palavras. “Acorda, é apenas um sonho…”
E eu acordo…só para descobrir então que tudo não passou de um sonho, e que as gotas da chuva que como teclas de um piano iam batendo aqui e ali ao som da melodia, eram apenas as minhas lágrimas a acompanhar os meus gemidos, por constatar a não existência de um mundo que só é possível se for sonhado.

OBSERVADOR comemora cinco anos de existência



Acaba de sair o Observador impresso, para comemorar cinco anos de existência. São oferecidos dois volumes com crónicas de dois dos seus fundadores: Rui Ramos (A Conspiração oligárquica) e José Manuel Fernandes (Como garantir que Portugal ficará pobre para sempre).


terça-feira, 28 de maio de 2019

Eleições europeias.




Por: Costa Pereira Portugal, minha terra    

Dá dó ver os partidos a discutir entre si e o grande púbico, os resultados que recolheram nestas eleições. Se vergonha tivessem metiam a viola no saco, e dentro, com ela, se metiam também. Como pode um partido, seja de esquerda ou direita cantar vitória, face à abstenção (68,6%) que se verificou? Tenham vergonha, calem-se muito caladinhos, porque os portugueses já vos deram o merecido prémio: NÃO CONFIAM em nenhum dos políticos que temos, enquanto eles não derem provas de serem dignos da sua confiança. 
 Vou estar muito atento a Rui Rio que prometeu ir recuperar o eleitorado que deixou escapar nestas eleições para o Parlamento Europeu. Tem quatro meses para o fazer e o país precisa bem dessa recuperação. Não é difícil, basta que comece por desmontar todas as promessas incumpridas do António Costa e da “Geringonça”, e começar aí, sem fazer promessas à toa, que por certo o eleitorado responsável toma consciência e volta a dar uma maioria ao PSD/PP.
É questão de tempo e de votar com sentido de responsabilidade e a pensar no futuro das gerações vindouras. Santana Lopes fez, quanto a mim, um frete ao António Costa, ao criar a sua “Aliança” e roubando votos ao PSD. Também o PCP foi lixado pelo seu encosto ao PS, e lá se foi mais um deputado à vida. Ganhou o BE e o PAN no meio desta tristeza toda, e destas eleições europeias.

As europeias e os jardineiros, nas rádios locais transmontanas.



EDUARDO BOTELHO
(Mirandela)
E eis que chegamos à altura dos jardineiros partidários fazerem os seus planos de jardinagem selectiva e de colheita rápida das suas acções de sementeira.
Assim, estabelecido que foi o calendário eleitoral e há que sair do limbo e percorrer o país como cultivadores de flores brancas, perfumadas partidariamente e puras, munidos das habituais ferramentas para adubar as flores mimosas que os esperam.
Palavras que são autêntico adubo, discursos que são regas benéficas, apertos de mão que são podas individuais e promessas que redundam em colheita de toda a azáfama.
E com as promessas de que nunca estiveram abandonadas, as flores sentam-se à mesa com os jardineiros partidários que lhes prometem tudo e até um par de botas de borracha por causa da lama, vão levando a água ao seu canteiro partidário, ludibriando mais uma vez a inocência e submissão de plantas cheirosas e perfumadas.
E os jardineiros, depois de passagens pelos canteiros, regressam aos locais de venda com uma possível colheita pois que as flores estavam a desabrochar e na altura do corte, lá estarão como sempre atentas, veneradoras e obrigadas a dar o seu perfume aos jardineiros bem cheirosos e falantes que apareceram, não, que passaram pelo seu canteiro e até lhe deram uma etiqueta que ela desfralda ao vento, ou uma protecção para ela usar nos trabalhos domésticos, ou um protector solar para usar nos dias de sol e de chuva que se seguem à colheita.
Mas o que mais agrada às flores são as canetas, lindas, coloridas, mas para quê se a grande maioria não sabe usa-las?
E para terminar o dia juntam as florinhas todas num canteiro as adubam abundantemente e as regam copiosamente, esperando uma boa produção.
Bem e agora falando a sério.
Tudo isto é uma farsa vicentina, que na peça de quem quer farinha, está bem simbolizada.
Durante a vigência legislativa, não aparecem nas regiões pelas quais são eleitos, salvo honrosas excepções, abandonam os seus eleitores, prometem de longe, pois que não se podem misturar com a plebe, mas nada cumprem.
Mas nesta altura, em que a comunicação tem um papel importante, não se lembraram de que as rádios locais são um veículo por excelência da transmissão de mensagens e comunicações.
Abandonaram este sector da comunicação social, sem lhes ter dado resposta aos seus anseios, necessidades e sobrevivência, mas duplicando as taxas e taxinhas sobre as rádios, além da obrigatoriedade de pagamento à SPA da taxa das musicas passadas, apareceu com o beneplácito empurrão da Assembleia da Republica mais um grupo parasitário denominado Passe Musica que obriga as rádios locais ao pagamento de uma taxa de 5 por cento sobre a sua faturação, cumulativa com a taxa da SPA e no caso da faturação não permitir uma taxa, passam a taxa mínima de 150€ mensais. Tal facto, com mais uma taxa, vão abafando e estrangulando as rádios locais que além de tudo o mais tem uma função social junto dos seus ouvintes.
Esperavam agora que as mesmas lhes abrissem as portas para se servirem das suas ondas para transmitirem as suas preces e apelos para que mais uma vez os enviassem para solo europeu e depois mais uma vez se esqueceriam de uns degraus do seu escadote.
Como foi bonito de ler e ouvir o comunicado das rádios do nordeste afirmar que não estavam disponíveis para contribuir com o seu trabalho e as suas rádios para um processo que viria mais uma vez prometer e nada fazer, continuando tudo na mesma e agravando a sua possibilidade de sobrevivência com novas taxas que não são mais do que resoluções para satisfazer clientelas e grupos de pressão que pululam na Assembleia da República..
Resumindo, as rádios transmontanas fizeram um grande manguito às pretensões eleitorais, pelo facto de os castigarem com mais impostos.
Os jornais regionais também terão razões de queixa do esquecimento a que são votados, mas ainda não tomaram uma posição tão radical como as rádios.
São os apoios a uma imprensa falada e escrita que está estrangulada, mas que vai sobrevivendo com a carolice dos seus diretores e dos seus colaboradores e a ânsia de notícias de todos os naturais espalhados pela diáspora.
É uma vergonha que um jornal vá para as bancas no dia primeiro de cada mês, mas para percorrer parcos 500 km demore na melhor das hipóteses seis dias, seis, já chegando a demorar 12 dias, e ser pago como correspondência normal, sem taxa reduzida pela sua função de informação e divulgação.
Também a imprensa regional deve fazer um grande manguito à classe política pelo esquecimento que tem das regiões depois das campanhas eleitorais.
E como os candidatos sabem usar o ditado popular de quem não aparece esquece, eles aparecem nesta altura e depois até é bom que os esqueçam, continuando aqui a ressalva de salvo honrosas excepções.
Desta vez esperemos que os votantes, as tais florinhas mimosas e perfumadas, percebam que são usadas apenas para garantir lugares de alguns. Mas votem, votem sempre nem que seja em branco ou nulo se nenhum dos jardineiros lhes servir, mas acima de tudo não votem contra a vossa condição e as vossas aspirações de vida e de futuro.
Pela minha parte, saúdo os directores das rádios e jornais pela posição tomada em tempo de campanha eleitoral.
O boicote deveria ser mantido em todas as campanhas até que os políticos percebessem que não se pode esquecer a realidade da comunicação social regional.
Mais uma vez a campanha não é de esclarecimento, mas qual campeonato de futebol, de ataques e contra ataques, sem que de esclarecimento e respeito nada se diga.
Todos estão metidos no mesmo saco, mas tentam sacudir a água do capote e atirar com essa água para o capote do vizinho.
Não gritem, falem, não mintam, digam a verdade, não acusem, respeitem, lembrem-se que estão no mesmo barco, onde também já provocaram rombos, mas que continuam a torpedear aqueles que localmente nas rádios e nos jornais mantém acesa a chama da comunicação e divulgação das suas regiões.
Uma votação em consciência e a bem do progresso e de um futuro melhor para todos.
Eduardo Botelho
Lx.14.05.2019  

Ciclo ‘Torga – Na rota do Diário’ 11.ª Jornada



                O Grémio Literário Vila-Realense cumpriu no passado dia 18 de Maio de 2019 a 11.ª Jornada do seu Ciclo ‘Torga – Na rota do Diário’.
                Desta vez, a Jornada desenrolou-se em Moncorvo, com pretexto numa passagem do Diário, de 5 de Novembro de 1967, data em que o escritor participou numa caçada na Serra do Reboredo: «Mal a caçada acabou, pus-me a procurar no dicionário da memória uma palavra onde pudesse caber a serra do Roboredo, que calcorreei o dia inteiro. […]»
                Aproveitou-se a estadia em Moncorvo para visitar alguns dos itens turístico-culturais que aquela vila oferece aos visitantes: o Núcleo Museológico de Fotografia do Douro Superior, o Museu de Arte Sacra, a Casa da Roda, o Museu do Ferro e a Igreja da Misericórdia e a imponente Matriz quinhentista. Houve ainda a possibilidade de assistir in loco à confecção do mais conhecido produto da doçaria local: a amêndoa coberta.

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Se todos os Transmontanos fizessem assim Pedro Marques recuava


BARROSO da FONTE
Acaba de sair a publico o nº 558 do jornal “Noticias de Barroso”. Destacamos o artigo de Barroso da Fonte na página 3 com o titulo ” Se todos os transmontanos fossem assim, Pedro Marques recuava”.

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RESUMO:

Se todos os Transmontanos fizessem assim Pedro Marques recuava

O Dr Barroso da Fonte na sua crónica quinzenal diz: "António Costa deveria ter vergonha do que disse sobre o helicóptero. Já se esqueceu da romaria que os sucessivos governos socialistas usavam para irem almoçar à Feira do Fumeiro, em Vinhais. Eramos dois e aos três ao mesmo tempo. Foi com essas e outras romarias congéneres e com os robalos do sucateiro que o regabofe deu no que deu".
P3
Associações como alavanca do Desenvolvimento

O Dr Jorge Nogueira apresenta-nos um texto de grande valia, mais direcionado para os jovens, acerca dos princípios por que se deve reger o poder para com as associações.
P7
O Mês de Maio e o Godalho da Vezeira de cima

Um retrato real da primavera de Barroso, património agrícola mundial.
P3
A Exploração do Lítio
"O povo de Barroso tem tido uma história marcada com algum infortúnio. Já não bastando viver numa terra fria e pouco fértil, comparada com outras, há umas décadas atrás viu um bom número de terras serem engolidas pelas águas puras das barragens, a troco de uma bagatela, levando ao êxodo de algumas famílias e de algumas pessoas".
Uma posição inteligente, sensata do Pe Vitor Pereira
P11
DESPORTO
P15