quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Nas terras do Tio Sam

As eleições dos EUA sempre interessaram aos portugueses – comentadores e vulgo. A magia americana foi-nos sempre irresistível. As terras do Tio Sam (bem narradas nos clássicos de Mark Twain) foram, desde sempre, um destino de gentes e famílias. Portuguesas ou de outras áreas territoriais do mundo. E os americanos, possuidores da maior democracia do mundo, nunca deixaram por mãos alheias os seus méritos. De anfitriões ou de dinamizadores de méritos alheios. A História di-lo, os momentos também.
Nestas eleições, pela frontalidade (legitima) de Trump, escudado no seu poder económico, os portugueses do costume, na sua pesporrente mediocridade, atiraram-se ao ar com a possibilidade de Donald Trump ser candidato. Nunca lhes havia ocorrido que Trump poderia ser o grande vencedor, porque nunca lhes ocorreu que Hillary Clinton fosse a pior escolha do partido democrático. E porque nada disto lhes ocorreu na sua cabecinha de azeitona, naquela conversa fiada nos repastos de amigalhaços nos programas de televisão, radiofónicos ou em artigos de imprensa escrita, pagos pelas iluminarias do costume, Donald Trump foi hoje declarado o futuro Presidente dos Estados Unidos da América.
É que na América, em termos políticos não se brinca, e nunca os americanos optaram por maroscas parlamentares como no caso português (atitude terceiro-mundista). Na América quem vence eleições governa!
A América votou, o que o resto do mundo diz não se escreve. A América será sempre a América. A maior potência e a maior democracia do mundo. Seja quem for o presidente terá de seguir os princípios e os valores americanos. Por essa razão o mundo pode estar sossegado. A América não é uma oligarquia, não é uma ditadura, um estado totalitário, um estado falhado (como o português, ou outros congéneres africanos ou asiáticos). Pelo contrário, é uma democracia liberal que respeita os valores europeus, sobretudo o mérito.

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