terça-feira, 8 de novembro de 2016

A reconquista de Mossul

                            Estado Islâmico recua ante dupla ofensiva em Raqqa e Mossul

Forças especiais iraquianas tomaram a última aldeia no caminho para a entrada Leste da cidade. Batalha para reconquistar cidade aos jihadistas transforma-se e os militares terão pela frente uma guerra de guerrilha.
No dia em que se completaram duas semanas desde o início da ofensiva, militares das forças especiais iraquianas chegaram às portas de Mossul – havia informações contraditórias sobre se já teriam ou não entrado no perímetro urbano, pelo leste da cidade, mas a aproximação marca um ponto de viragem nas operações. De agora em diante, os avanços (e recuos) deixam de ser feitos em campo aberto, medir-se-ão em ruas ganhas e perdidas, ao sabor das tácticas de guerrilha urbana e de terrorismo a que os jihadistas do Estado Islâmico ameaçam lançar mão.
A ofensiva – anunciada há mais de um ano, preparada durante meses – avança vinda de Leste, Sul e Norte, envolvendo milhares de soldados, polícias, peshmergas curdos e, desde domingo, das Forças de Mobilização Popular, uma coligação de milícias xiitas criada em 2014 para as colocar sob a autoridade do primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi. Os progressos, no entanto, não têm sido uniformes, com o Exército iraquiano a encontrar maior resistência na aproximação pelo Sul, avançando mais lentamente pelo vale do rio Tigre, enquanto os curdos e as forças especiais conseguiram progressos mais rápidos do que eles próprios admitiam no início da operação, no dia 17.
Fonte: jornal Público - há três dias

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