domingo, 2 de outubro de 2016

Uma entrevista de 10 Euros

 
Jerónimo de Sousa foi hoje entrevistado pela TSF e pelo DN (órgãos afectos a esta malta, juntamente com o JN, dominados pelos amigos de quem nos levou à BANCARROTA em 2011). O ponto fulcral da mesma é a proposta do secretário geral do PCP: um aumento de 10 euros para todas as pensões e reformas. Ou seja, em vez de se tratar do caso com a devida proporcionalidade, os comunistas preferem nivelar tudo a uma questão de igualdade. A tal que levou aos Gulags leninistas e estalinistas. Locais da Sibéria (e não só), para onde foram atirados homens livres e diferentes (mas com as suas semelhanças), a quem era distribuído o trigo por cotas (como aconteceu na Ucrânia), enquanto Estaline e os seus comparsas da direcção bolchevique viviam nos maiores luxos.
Desta vez, Jerónimo não pretende, como tem sido costume em Portugal, por parte destas esquerdas (como sucedeu com a primeira ministra da educação de Sócrates), nivelar baixando o mais alto (ou o mais competente) para subir o mais baixo (ou o menos competente). Agora Jerónimo pretende deixar tudo como está, no pântano. Pretende dar o mesmo ao pobre e ao “rico”.
Ora há muito que os Antigos nos ensinaram que tudo deve ser proporcional, para ser mais justo. E se subir 5% a uma pensão de um pobre e a mesma percentagem a uma pensão de um “rico” não é coisa justa, muito menos o é subindo-as em numerário.
As leis devem seguir princípios de universalidade, não de igualdade (o que trabalha deve ser recompensado em relação ao vadio). E para, neste caso das pensões ser justa, deve seguir o principio da proporcionalidade, onde se estabeleça uma maior redistribuição por aqueles que mais precisam.
Neste sentido, seria mais justo criar três escalões: subir 2% às pensões mais elevadas, 4% às intermédias e 6% às mais baixas.
Mas o que interessa a justiça para esta malta? Nada. Enchem a boca com as pensões e nem um pio sobre o recongelamento das carreiras. Entende-se. A carreira já eles a fizeram sem sofrerem na pele o seu congelamento. Mas as reformas estão aí. Jerónimo com aquela idade (a pensar nos netos), mais ano, menos ano, reforma-se, as donas (a pensarem nos filhos) e as Mortágua (a pensarem na boa-vai-ela) do Bloco, mais uns quatro anitos têm a reforma de deputadas para depois alardearem o que quiserem, sem ninguém lhes ir ao bolso. Por isso, o que interessa é mexer nas pensões e reformas, quanto ao resto, cada um que se amanhe.

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